Acusado de torturar o filho com mordidas se apresenta na Polícia Civil

Acusado de torturar o filho com mordidas se apresenta na Polícia Civil

O ex-presidiário Rafael Silva, 24 anos de idade, acusado de violência doméstica e de torturar o próprio filho de sete meses de idade com mordidas pelo corpo se apresentou na Delegacia de Polícia de Parintins, na manhã de segunda-feira, 20 de agosto. O fato aconteceu no sábado, em Vila Amazônia.

De acordo com a delegada titular da especializada de crimes contra a mulher, criança e idoso, AlessandraTrigueiro, Rafael tem um histórico de agressividade contra sua companheira por ser usuário de entorpecentes. A denúncia chegou até as autoridades policiais por meio do Conselho Tutelar.

Na denúncia contra Rafael consta que na noite de sábado, 18 de agosto, ele teria praticado violência doméstica contra a esposa, e em um ato de total desequilíbrio, aplicou várias mordidas no corpo do próprio filho de sete meses de idade, o que caracteriza tortura de menor e violência contra a mulher.

Na noite de domingo, 19 de agosto, uma equipe de policiais do 3º DIP, ao comando de delegado Adilson Cunha, empreendeu diligência até a residência de Rafael Silva na Gleba de Vila Amazônia. Ao perceber a chegada dos policiais civis o acusado fugiu pelos fundos da casa, se apresenta nesta segunda-feira.

Para segurança da criança e mãe o juiz da Infância e da Juventude da Comarca de Parintins, Saulo Góes Pinto, expediu medida protetiva. Mãe e o bebê foram trazidos para Parintins onde vão receber tratamento psicológico e se abrigar em um local seguro.

Diante da gravidade do fato, do histórico de violência doméstica de Rafael por ser usuário de drogas, a delegada Alessandra Trigueiro vai entrar com pedido de prisão preventiva do acusado.

“Vamos dar continuidade as investigações e fazer o pedido de prisão preventiva, haja vista que ele (Rafael) é uma pessoa que não tem como conviver em sociedade, uma vez que já responde por homicídio e agora cometeu esse crime bárbaro contra o próprio filho de apenas sete meses”, confirmou a delegada.

Acompanhada de sua mãe, o acusado de tortura ao próprio filho Rafael Silva, em entrevista ao Repórter Parintins, disse que na noite do ocorrido tinha ingerido bastante cachaça e não se lembra do que aconteceu por toda aquela noite.

Fonte: Marcondes Maciel | Repórter Parintins

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