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Com apoio do Governo do Amazonas, pesca ornamental registra bom desempenho e está em expansão no estado

Espécies amazonenses são exportadas para países europeus, asiáticos e norte-americanos

O mercado de peixes ornamentais no Amazonas vem alcançando bons resultados e contribuindo para o desenvolvimento econômico do estado, com a implementação de medidas que ajudaram os exportadores a diminuírem os impactos causados pela pandemia de Covid-19. A atividade, que é acompanhada pela Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror), por meio da Secretaria Executiva de Pesca e Aquicultura (Sepa), possibilita a geração de emprego e renda, além de promover a cultura da pesca ornamental do Amazonas em países da Europa, Ásia e América do Norte, que estão entre os maiores compradores estrangeiros das espécies locais.

“A pesca ornamental é uma das atividades do setor da pesca, assim como a pesca esportiva, pesca manejada e a pesca artesanal. É uma atividade que, historicamente, sempre teve uma presença marcante na produção de peixe ornamental do Brasil, já conseguimos ser um dos maiores produtores e exportadores de peixe ornamental”, ressaltou o secretário executivo de Pesca e Aquicultura, Leocy Cutrim.

Ele destaca que as ações que vêm sendo desenvolvidas para o setor têm como objetivo fortalecer a tradição amazonense neste mercado. “No ano passado nós fizemos audiências públicas para ouvir a categoria, tanto os criadores que pescam nos municípios como também as empresas que atuam na exportação do peixe ornamental. Fizemos capacitações para melhorar a qualidade desse peixe que é exportado junto com os criadores, pescadores e as empresas que preparam esse peixe para embarcar”, pontuou o secretário.

Antes concentrada na região do Alto Rio Negro, em municípios como Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira, a pesca ornamental já é realizada como atividade econômica em cerca de 20 municípios do Amazonas.

“É uma atividade que está em ampla expansão, gera renda, emprego, dividendos para o Estado, porque esse é um produto legal, que tem documentação, é exportado de forma legal. E a tendência é melhorar cada vez mais, principalmente com a abertura de uma nova instrução normativa do Mapa [Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento], que vai facilitar ainda mais a exportação desse produto do Amazonas”, observou Leocy Cutrim.

No Amazonas, os peixes ornamentais possuem o selo de Indicação de Procedência/Indicação Geográfica, que caracteriza a geração de sustentabilidade econômica, beneficiando as famílias estabelecidas no local da produção, a preservação da história local e do produto, bem como a preservação da biodiversidade e proteção de um patrimônio nacional e econômico.

Apoio aos exportadores – Entre as conquistas possibilitadas pelo apoio do Governo do Amazonas, a Associação dos Exportadores de Peixes Ornamentais do Amazonas (Adepoam) é uma das mais expressivas para o desenvolvimento da atividade. Criada em 2019, a entidade é fruto de uma mobilização feita para organizar a categoria e alinhar as discussões sobre iniciativas voltadas ao crescimento do setor.

“As empresas de peixes ornamentais, os empresários em si não tinham contato um com os outros. Nós trabalhávamos de forma individual. A Secretaria de Pesca uniu, a gente pôde se aproximar, discutir os nossos interesses e entender que nós precisávamos sim da Associação para ter algum tipo de representatividade. E é justamente isso que o Estado está nos proporcionado hoje, ter um pouco de representatividade para que não permaneça esquecida”, considerou Sued Canavieira, presidente da Adepoam, que já registra a adesão de nove das 12 empresas amazonenses do setor.
Proprietário da Amazon Peixes Ornamentais, empresa que exporta peixes ornamentais para países como Alemanha, China e Estados Unidos, Sued frisa que os esforços direcionados ao setor em 2019 surtiram bons resultados. A empresa dele, que emprega diretamente cinco funcionários e trabalha com cerca de 150 espécies, movimentou US$ 650 mil durante o ano passado, com a realização de duas a três exportações por semana. A pesca é praticada, principalmente, nos rios Amazonas, Negro e Solimões.

“Desde o ano de 2019 tivemos mais reuniões do que nos últimos 20 anos, junto ao Governo do Estado. Nós recebemos um apoio intenso, tanto nas empresas exportadoras como também na cadeia dos pescadores ornamentais. O apoio do Estado está focado em ajudar o exportador, mas com o interesse secundário de fortalecer os ribeirinhos e a pesca, que são os nossos fornecedores. Não são empresas, os nossos fornecedores são os pescadores dentro de todo o estado”, ressaltou Sued.

Ele enfatiza que a prática da pesca ornamental obedece a todas as legislações ambientais e não é agressiva à natureza. “As pessoas não conhecem o que é a exploração do peixe ornamental na natureza, pensam que é uma atividade que acaba causando danos ao meio ambiente, e é exatamente o contrário. É uma atividade que é extremamente sustentável, traz riquezas para o ribeirinho. Como ele obtém renda do peixe ornamental, ele não vai obter renda do desmatamento, da caça ilegal e de outros meios ilegais”, pontuou o empresário.

Edital – O Governo do Amazonas lançou, em maio deste ano, por meio da Sepror, um edital de apoio à pesca ornamental. Nele está prevista a escolha de Organizações da Sociedade Civil de pescadores, interessadas em firmar Acordo de Cooperação para doação de 125 (cento e vinte e cinco) conjuntos de materiais para a pesca ornamental.

Cada conjunto será composto de 10 caixas plásticas brancas tipo caçapa de 40 litros; uma lanterna de cabeça 12 LEDs; uma lanterna 1.500 velas holofote tocha cilibrim foco de mão 12v; uma bateria 60 amp; uma tela mosquiteira de nylon verde 1×50 metros (rapiché); um facão para mato 16 polegadas; uma faca inox peixeira reforçada com cabo de madeira de 6 polegadas; uma lona cobertura carreteiro 3×4 metros; um chapéu de palha aba grande de 15cm; um par de botas sete léguas; um par de luvas de pano tricotada de algodão pigmentada.

“As entidades vão concorrer e vai ser distribuído, de forma gratuita, esse material de apoio ao pescador piabeiro, que é (aquele) das regiões com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) muito mais baixo, e que precisa fortemente do apoio do Estado”, reforçou o titular da Sepa, Leocy Cutrim.

FOTO: Arthur Castro/Secom

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