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Comunidade do Macurani vira curral de boi-bumbá em ensaio do Caprichoso Itinerante

O Caprichoso Itinerante resgata o formato de quermesse da brincadeira do boi-bumbá que resultou na criação do Festival Folclórico de Parintins, no ano de 1965, com o objetivo de arrecadar recursos em prol à construção da Catedral de Nossa Senhora do Carmo. O projeto, idealizado pelo presidente Babá Tupinambá e vice-presidente Jender Lobato, levou o Boi Caprichoso, com a Marujada de Guerra, para ensaio na comunidade Santa Luzia do Macurani, durante o Tríduo Mariano, evento de coroação de Nossa Senhora, na noite de sexta-feira, (24/05).

O Caprichoso, reconhecido como “O Boi de Parintins”, por brincar em todo o território da Ilha Tupinambarana nas primeiras décadas do século 20, volta às origens do folguedo. “É uma satisfação imensa quando o Caprichoso vem às comunidades. Aqui, torcedores de 80, 90 e quase 100 anos, ou crianças, abraçam, beijam o boi, participam dos ensaios com uma emoção que contagia a gente. Esses torcedores trazem seus filhos, netos e toda sua família”, afirma o coordenador do Conselho de Artes, Ericky Nakanome.

Babá Tupinambá diz que o projeto Caprichoso Itinerante é o retorno do boi ao formato tradicional da brincadeira, onde transforma o quadro das comunidades em curral para ensaio. “Hoje, celebramos e festejamos Santa Luzia para abençoar nossos olhos e os olhos dos jurados no festival. Nesse primeiro momento, estamos ainda em uma fase de experimentação para as próximas gestões darem continuidade ao projeto. Já estivemos Aninga e agora no Macurani. Vamos ao Parananema e para a Rua Sá Peixoto”, assegura.

De acordo com Jender Lobato, o projeto faz o Caprichoso retornar às raízes para apresentar às comunidades, tanto as toadas, quanto as coreografias. “Sabemos que é importante o boi, na visão comercial, agregar turistas e aquecer a economia da cidade, mas o Caprichoso não esquece das origens, de quem construiu essa festa e não tem condições físicas, inclusive, por serem de idade avançada, de ir no curral Zeca Xibelão ou no Bumbódromo. Assim, o boi também movimenta a economia das comunidades”, enfatiza.

“É um enorme prazer estarmos aqui no Macurani para saborear as comidas como galinha caipira, pato, porco, feitas pela comunidade, em uma verdadeira exaltação ao folclore regional, em todas as suas linguagens, com a igreja aberta para orações, com os quitutes e as brincadeiras. Os recursos arrecadados ficam para ajudar as obras sociais da comunidade. É um momento real do folclore em que Caprichoso vive, de fato, suas raízes. O Caprichoso não é um boi da tradição midiática, mas sim da tradição real”, acrescenta Ericky Nakanome.

A torcedora e sócia Ana Maria Bastos saiu do bairro de Palmares para brincar de boi com o Caprichoso na comunidade do Macurani. Para ela, a iniciativa da diretoria do Caprichoso só engrandece o boi-bumbá no contexto de Parintins. “Vem gente da cidade para cá. Muitos não tem a oportunidade de ir nos eventos do boi na cidade e aqui conhecem as nossas toadas, as danças. Tudo isso é importante para o fortalecimento da nossa cultura e aproxima as famílias da brincadeira tradicional do boi de pano”, avalia.

O membro da Comissão de Divulgação de Santa Luzia do Macurani, Inaldo Andrade, agradeceu ao presidente Babá Tupinambá e ao vice-presidente Jender Lobato por contribuirem com a programação do Tríduo Mariano, por terem antecipado o Caprichoso Itinerante na comunidade. Conforme o comunitário, o ensaio do Boi Caprichoso, com todo o elenco e torcedores, ajudou o evento social da comunidade na parte de arrecadação de recursos para obras como a reforma da área externa da Igreja de Santa Luzia do Macurani.

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