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Cultura Quilombola de Barreirinha exalta Dia da Abolição da Escravatura no Amazonas

O Amazonas celebrou no último sábado, 10, uma importante data histórica, a Abolição da Escravatura no Estado. Para festejar o dia, o Instituto Cultural Ajuri, INCA, foi até a comunidade quilombola Santa Tereza, no Matupiri, interior de Barreirinha-AM, para uma ação social, educativa e cultural. O evento faz parte do projeto “Caravana Amazônica”.

O objetivo do projeto foi realizar uma caravana cultural composta de artistas, mestres populares, grupos, lideranças e educadores para celebrar o dia da Abolição da Escravatura no Amazonas, uma vez que existem 406 quilombos na Amazônia. As ações são voltadas para valorização, promoção
e desenvolvimento
sociocultural de povos e comunidades tradicionais da amazônia. Na oportunidade, a Profa. Dra. Maria Audirene Cordeiro realizou um estudo antropológico sobre as manifestações culturais da região.


A programação contou as oficinas “Desenho em Quadrinhos Griôs, as histórias que ouvi dos velhos quilombolas” (ministrada por Levi Gama e Orlan Bertrand), “Hip-Hop, cultura e arte urbana em movimento” (Pito Silva) e “Percussão de ritmos Afro-Amazônico (Boi Bumbá, Gambá, Onça-te-pega, Marujada e Carimbó)” (Mestre Mário Andrade e Mestre Cory Pontes). Grupos artísticos e culturais da comunidade Matupiri e da região do Andirá também se apresentaram como Lundum, Carimbó, Onça-te-pega, Marujada de São Benedito de Freguesia do Andirá, Grupo Ajuri, Boi Garantido, Capoeira e Hip-Hop.

Segundo o presidente do INCA, Marcos Moura, a Caravana Amazônica busca dar voz e espaco à cultura negra, que muitas vezes é negada. Ele destaca que os movimentos negros precisam de maior oportunidade para apresentar sua cultura. “Oportunizar uma reflexão crítica sobre a condição do negro no Brasil, em particular, na nossa região. Esse é o cumprimento da nossa função social”, afirmou.

Destaques da programação foram as apresentações dos diversos grupos locais como a Dança do Marujo, brincadeiras tradicional no interior de Barrierinha. Para o presidente da Associação dos Marujos da Freguesia do Andirá, Enéas Belém, esses movimentos precisam de espaços como este criado pelo INCA. “Pra nós é importante participar desse evento, porque ajuda a elevar a nossa cultura, o conhecimento de pessoas que não conhecem a cultura do Marujo da Freguesia do Andirá e firmar parceria que pode fazer a nossa cultura se alavancar cada vez mais”, ressaltou.

O presidente da Federação Quilombola de Barreirinha, Tarcísio Castro, revela que a Caravana Amazônica motiva as comunidades tradicionais. “É um incentivo que a nossa comunidade está recebendo. Esse evento veio alimentar muita coisa que a gente estava querendo criar. É um bom incentivo que vieram trazer pra nossa comunidade e pra nossa cultura. A nossa cultura está um pouco esquecida. Nós estávamos perdendo um pouco da nossa ancestralidade”, disse.

A Caravana Amazônica também entregou 40 cestas básicas a famílias do Matupiri e marujos da Freguesia do Andirá. O projeto contou com apoio da Prefeitura Municipal de Barreirinha, Federação dos Quilombos do Rio Andirá, Boi Bumbá Garantido, Movimento Grito da Periferia, Associação dos Marujos de Freguesia do Andirá – AMFA, Coletivo Buriti – Quadrinhos de Parintins, Coletivo de Mulheres Artistas – TAMO JUNTAS, Deputada Alessandra Campêlo, Os Baiás e o Centro Articulação de Populações Marginalizadas – CEAP.

 

Fonte: Parintins24hs.com.br

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