Usuários relatam falhas no atendimento, descredenciamento de prestadores e déficit de especialistas na rede da Geap, operadora de planos de saúde
A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPAM) instaurou um Procedimento Coletivo para apurar reclamações de usuários da Geap Autogestão em Saúde sobre falhas na assistência prestada pela operadora no Amazonas. Entre os relatos estão o descredenciamento de hospitais, clínicas, laboratórios e profissionais de saúde sem comunicação prévia aos beneficiários, além de dificuldades para conseguir atendimento e situações de constrangimento durante a busca pelos serviços.
De acordo com o coordenador do Núcleo de Defesa da Saúde (Nudesa), Arlindo Gonçalves, os problemas relatados pelos usuários que procuram a Defensoria e que chegam à imprensa revelam possíveis falhas administrativas que prejudicam diretamente os beneficiários.
“Há uma desassistência aos pacientes, o que é temerário, pois denota algum problema operacional ou mesmo administrativo por parte da operadora, o que precisa ser investigado”, declarou.
A Defensoria encaminhou ofício à operadora para solicitar informações atualizadas sobre a rede credenciada no Amazonas e sobre os descredenciamentos realizados nos últimos 12 meses. A empresa deverá informar as datas e as motivações dos desligamentos e se houve substituição por prestadores equivalentes.
A instituição solicitou, ainda, esclarecimentos sobre as causas do déficit de médicos especialistas, além de informações sobre o funcionamento da Central de Atendimento da Geap, incluindo o tempo médio de espera para atendimento.
Além da operadora, a Defensoria encaminhou ofício à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O órgão regulador deverá informar a existência de reclamações administrativas relacionadas ao descredenciamento de prestadores, à suficiência da rede, à ausência de comunicação prévia aos beneficiários e à continuidade da assistência.
O defensor explicou que as informações solicitadas à Geap e à ANS serão utilizadas para subsidiar a apuração realizada pela Defensoria e avaliar as medidas necessárias para assegurar a adequada prestação dos serviços aos beneficiários do plano de saúde no Amazonas.
“Ainda é prematuro definir a direção a ser adotada neste caso, pois existem questões a serem respondidas. A operadora está atuando para resolver os problemas detectados? Qual é a posição da ANS a respeito? A partir das respostas, adotaremos as devidas providências”, afirmou Arlindo Gonçalves.
Texto: Thamires Clair
Foto: Divulgação/DPAM




