Diocese de Parintins promove roda de conversa sobre políticas públicas e eleições
Foto: Marcondes Maciel

A primeira etapa de um ciclo de debates sobre políticas públicas reuniu professores, estudantes universitários, religiosos, militantes políticos e de entidades sociais para juntos construírem uma agenda de discussões visando às eleições gerais de 2018.

A roda de conversa realizada na noite de sexta-feira, 4 de maio, no auditório do Sistema Alvorada de Comunicação, é promovida pela Diocese de Parintins e tem como coordenadora a irmã missionária da Imaculada, Lúcia Dabela Marinho, ligada ao movimento Cáritas/Paulinas.

Na noite de sábado, 5 de maio, será a segunda rodada do evento com a participação dos palestrantes e mediadores Dejard Vieira Filho (sociólogo), Gracy Kelly Dutra e Eliseu Souza (professores da UEA-Parintins).

Como palestrante e mediadora do primeiro momento, a roda de conversa na sexta-feira teve a troca de experiência da professora Fátima Guedes, que abordou a temática de politicas publicas e processo democrático.

“Pra você falar sobre política pública é fundamental que nós tenhamos alcance sobre o conceito de Estado, democracia, povo e massa. Enfim, de todo esse conjunto que constitui esse perfil de Estado que a gente vive, pra que nós possamos enfrentar e construir as politicas públicas que a sociedade civil precisa”, pontuou Fátima Gudes.

A professora Nilciana Dinely explanou sobre a estruturação do sistema político brasileiro, as politicas públicas das representatividades democráticas, por meio dos representantes eleitos.

“Um dos objetivos é repensar as eleições deste ano. Esse momento é muito importante. Um momento de construção da uma discursão propícia para o momento em que vamos escolher nossos representantes”, afirmou Nilciana.

Para a irmã Lúcia Dabela Marinho, esse debate se faz importante, principalmente por conta do período eleitoral. Ela destaca o papel do leitor enquanto cristão no processo de escolha criteriosa dos representantes.

“Todo eleitor, todo cristão deve se empenhar, se comprometer para saber fazer, como eleitor, para eleger nossos representantes com o conhecimento, saber como votar”, disse a religiosa.

Irmã Lúcia ressaltou que o eleitor deve ficar atento, não somente para o momento do voto e sim, mas para acompanhar os atos de cada detentor de mandato eletitvo, depois das eleições.

“E o que temos que fazer depois das eleições? Acompanhar. As eleições não são somente naquele momento do voto, mas do acompanhamento que devemos ter dos nossos representantes”, frisou.

A missionária católica defendeu uma política com o compromisso cristão para o bem comum.

“A política é algo que faz parte de nossa vida. Nós somos políticos e devemos praticar a verdadeira política baseada na fé e no amor ao próximo. Se não está baseada no modelo do próprio Jesus Cristo, é uma politicagem, não é política”, ressaltou.

A universitária de pedagogia da Ufam, Saskia Rodrigues Vieira, disse lamentar que um tema de tamanha importância tenha um público pequeno. Ela pontuou que as grandes conquistas sociais são alcançadas com participação popular da grande massa, com o compromisso da sociedade.

“Falamos tanto de revolução, democracia, que a Constituição é linda. Mas na prática, é outra. Ouvi em uma das palestras que a Constituição é hipócrita. A Constituição não é hipócrita. Hipócrita são os que elegem as pessoas e os que estão à frente dos governos e não exercem seus cargos como deveria ser”, protestou.

A programação do ciclo de debates tem continuidade no segundo semestre com outros encontros, no mês de agosto.

Fonte: Marcondes Maciel | Repórter Parintins

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