EMTT pretende sinalizar ruas para controlar tráfego, evitar alta velocidade e mortes

EMTT pretende sinalizar ruas para controlar tráfego, evitar alta velocidade e mortes
Foto: Fernando Cardoso

Nos próximos meses, a Empresa Municipal de Trânsito e Transporte (EMTT) pretende dotar dezenas de ruas da cidade com sinalização (cruzamentos e principais) como forma de manter um tráfego seguro, reduzir a alta velocidade e evitar mortes por acidentes de trânsito.

De acordo com o diretor da EMTT, Álvaro Cerdeira, foram feitos estudo e levantamento, os quais apontaram a necessidade de dotar as vias públicas com sinalizações (pinturas no asfalto, semáforos, placas sinalizativas, gelo baiano e redutores de velocidade).

Ele citou que pretende aumentar ainda mais a segurança do tráfego na área da curva da morte com a colocação de mais peças redutoras (gelo baiano), principalmente no retorno atrás da praça que existe no local. Cerdeira diz que os condutores não respeitam a sinalização e fazem bruscamente o retorno para a esquerda como forma de acessar a Rua Vicente Reis.

“Isso é errado, tem uma placa sinalizando que é proibido dobrar a esquerda, só que o pessoal não respeita. O correto de quem vem pela estrada Odovaldo Novo e seguir direto na avenida Nações Unidas e não dobrar para a esquerda naquele local. A população cobra sinalização para a cidade, mas não respeita os locais sinalizados”, questiona.

As mudanças anunciadas pela EMTT já iniciaram com o rebaixamento na calçada da Praça da Liberdade para acesso de deficientes físicos e a colocação da faixa para pedestres no meio das peças de separação das vias (gelo baiano).

A sinalização também vai chegar ao início da Rua Geny Bentes, próximo a ponte Amazonino Mendes, com a colocação de gelo baiano para evitar tráfego irregular e acidentes no local.

A maioria das ruas do Bairro de Palmares e Nazaré consideradas preferenciais, segundo Cerdeira, também vão receber sinalização, bem como as vias preferencias dos bairros da União, Paulo Corrêa e Itaúnas.

No mapeamento feito pela EMTT, foram identificados que dez pontos da cidade precisam da colocação de semáforos, mas Cerdeira explicou que ainda está sendo inviável a compra dos equipamentos por falta de recursos.

“Para se ter uma idéia, um semáforo quatro tempos completo custa quase R$ 60 mil reais e ainda não temos orçamento para compra-los”, informou.

O titular da EMTT comemora a redução de mortes no trânsito, apontando o trabalho preventivo, de conscientização e a sinalização de diversas ruas pelo órgão.

“Em 2016 foram 11 mortes no trânsito, 2017 reduziram para 08 e nos sete meses de 2018 apenas 03 vítimas fatais. Os números são decrescentes e demonstram que está havendo uma redução de mortes e acidentes graves”, comemora.

Cerdeira cita que os acidentes de natureza grave também reduziram em pelo menos 90%. “Nós sabemos que é grande o número de acidentes em Parintins e pretendemos reduzir ainda mais esse número de vítimas fatais e lesionadas gravemente, porque e isso gera um custo para o Município, Estado e União e quem paga somos nós contribuintes”, comentou.

Quanto os questionamentos da população condutora de motocicletas sobre as frequentes ações voltadas a veículos duas rodas, deixando de fora veículos de quatro rodas, o diretor da EMTT explica que se for feito uma comparação de acidentes de trânsito, 99% acontecem com quem conduz motocicletas.

“A maioria que dirige carro está habilitada, é mais prudente no trânsito, mas esses veículos não estão de fora do nosso foco”, garantiu.

Cerdeira diz que para diminuir os acidentes, infrações e mortes no trânsito é preciso o engajamento de todos os órgãos de segurança pública (Polícia, Justiça, Ministério Público, Bombeiros e Empresa Municipal de Trânsito).

O militar da reserva explica que não tem efetivo para realizar as ações de trânsito constantemente, citando que tem apenas 13 agentes para ordenar o tráfego nas vias públicas de segunda a sexta, além de manter a segurança de estudantes na entrada e saída das escolas.

“Eles cumprem a legislação trabalhistas, tem direito a folga e não podem esticar a carga de trabalho porque não recebem horas extras”, declarou.

Fonte: Fernando Cardoso | Repórter Parintins

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