Aproximadamente, 1,5 mil pessoas participaram da primeira edição do Festival AMÁ – Encontro de Saberes na Amazônia, encerrada neste domingo (13), em Novo Airão. Durante três dias, o município reuniu empreendedores, gestores públicos, estudantes, pesquisadores, artistas e representantes de diferentes setores em uma programação que buscou aproximar conhecimento, inovação e potencialidades locais.
Realizado pela Prefeitura de Novo Airão e as empresas ForestiFi, Iguana Tour e Stone, em parceria com o Sebrae Amazonas, o festival ocupou diferentes espaços da cidade com painéis, talks [palestras inspiradoras], atividades culturais e ações voltadas ao empreendedorismo. Na programação, alguns dos destaques foram o Concurso Jovem Empreendedor, o Desfile de Moda Airãoense, a Meia Maratona de Anavilhanas e as apresentações do Peixe-Boi Anavilhanas e do Peixe-Boi Jaú, agremiações rivais no tradicional Eco Festival do município, além dos shows do grupo Cateto da Toada e da cantora Márcia Novo.
Para o prefeito de Novo Airão, Otávio Farias, o resultado da primeira edição reforça a capacidade do município de criar iniciativas que valorizam seus potenciais e movimentam diferentes setores.
“O AMÁ mostrou a força que Novo Airão tem quando consegue reunir pessoas, ideias e parceiros em torno de um mesmo propósito. Estamos muito felizes com a participação do público e com tudo o que foi construído nesses três dias. Mais do que realizar um festival, queremos criar um movimento permanente de valorização dos nossos talentos, da nossa cultura e das nossas riquezas, abrindo caminhos para novas oportunidades”, disse Farias.
A programação colocou em debate temas estratégicos para o futuro da Amazônia, entre os quais turismo regenerativo, mudanças climáticas, inteligência artificial e governança digital. O evento também contou com o lançamento de um estudo sobre saberes tradicionais e propriedade intelectual de Novo Airão.
De acordo com a secretária municipal de Inovação, Suzianne Fonseca, o Festival AMÁ superou as expectativas da prefeitura e de todos os órgãos públicos que atuaram na organização. Com inscrições esgotadas devido à alta procura, o evento tinha a proposta de garantir conexões em longo prazo, conforme a titular da Semipe.
“O AMÁ cumpriu o papel de criar encontros que dificilmente aconteceriam em um único espaço. Trouxemos para a mesma conversa quem produz conhecimento, quem empreende, quem vive a floresta, quem cria e quem pensa o futuro de Novo Airão. Agora, o nosso desafio é transformar essas conexões em projetos, parcerias e oportunidades que continuem movimentando a cidade depois do festival”, declarou Suzianne.
Moda e esporte
A identidade local também ganhou visibilidade com o Desfile de Moda Airãoense, organizado pela agência de turismo Iguana Tour e que apresentou a Coleção Pamuri. Inspirada na ancestralidade, na história e na diversidade cultural do município, a linha de peças levou roupas criadas por artesãos de Novo Airão pela primeira vez à passarela. Esse grupo de mulheres e homens artistas da costura e do estilo foi, inclusive, homenageado com certificados pela organização do evento.
Para o analista do Escritório Regional do Sebrae em Manacapuru, Robson Gadelha, a dimensão alcançada pelo Festival AMÁ é resultado de organização com antecedência e articulação institucional. A unidade também atende os municípios de Novo Airão, Anamã, Beruri e Caapiranga.
“Um evento como o Festival AMÁ não é feito de uma hora para outra. É resultado de planejamento, capacidade e da união de diferentes parceiros. O Sebrae esteve presente durante os três dias e pôde acompanhar a força dessa construção coletiva, que deu ao festival tamanho, alcance e relevância”, afirmou Gadelha, que representou o Sebrae Amazonas no evento.
O encerramento levou a programação para as ruas de Novo Airão com a Meia Maratona de Anavilhanas, disputada nos percursos de 21 km, 10 km e 5 km, além da Maratona Kids.
Com a primeira edição concluída, o Festival AMÁ deixa como resultado a mobilização do público e a aproximação entre diferentes atores em torno de uma agenda comum: pensar alternativas de desenvolvimento para a Amazônia a partir dos saberes, da identidade e das potencialidades do próprio território.
Crédito das fotos: Henry Sanchez
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