Festival de Parintins 2026: Translado das alegorias mobiliza cerca de 400 trabalhadores dos bois Caprichoso e Garantido
Paikicés e kaçauerés conduzem os módulos alegóricos para o entorno do Bumbódromo com EPIs e hidratação constante
A poucos dias do 59º Festival de Parintins, os Bois Caprichoso e Garantido intensificam os trabalhos de translado dos módulos alegóricos para o entorno do Bumbódromo. O processo, que reúne cerca de 200 trabalhadores de cada agremiação, marca uma das etapas mais importantes da preparação para o espetáculo. Na reta final dos preparativos, os trabalhadores contam com o apoio do Governo do Amazonas, por meio da entrega de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e do fornecimento de água tratada para garantir mais segurança e bem-estar durante as atividades.
No Boi Caprichoso, o translado das alegorias teve início nesta quarta-feira (17/06). Os paikicés, como são conhecidos os trabalhadores responsáveis por conduzir e posicionar as estruturas do boi azul e branco, atuam em uma força-tarefa para que cada módulo chegue em segurança ao Bumbódromo.
Há três décadas à frente da coordenação dos paikicés, Jofre Lima destaca que o trabalho exige atenção redobrada para preservar o trabalho desenvolvido pelos artistas. “É uma força-tarefa. De hoje em diante até o começo do festival nós estaremos fazendo esse trabalho com todo cuidado. Os artistas passam as alegorias para os paikicés para transportar tudo sem bater, rasgar ou riscar. Para chegar aqui e estar dentro do Bumbódromo”, afirmou.
Do lado vermelho da cidade, o Boi Garantido já vem realizando os traslados há alguns dias, devido à maior distância. Os kaçauerés, como são chamados os trabalhadores encarregados de empurrar as alegorias do boi vermelho e branco, também somam cerca de 200 homens mobilizados na operação.
Coordenador dos kaçauerés desde 2009, Valdenor Santos explica que o trabalho é planejado com muta antecedência em conjunto com a Comissão de Arte do Garantido. “É um trabalho que a gente vem elaborando com a Comissão de Arte. Nos dois meses que antecedem o festival, a gente começa a contratar 200 homens para iniciar o translado das alegorias. Em mais uns dois dias de trabalho, a gente traz 100% do nosso boi para cá, com todo cuidado, segurança do trabalho, Corpo de Bombeiros e os órgãos envolvidos”, ressaltou.
Segurança e hidratação
Além do planejamento logístico, os trabalhadores dos dois bois contam com medidas voltadas à segurança e ao bem-estar durante o deslocamento das estruturas. O uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como capacetes, botas, luvas e óculos de proteção, integra a rotina dos carregadores, que também recebem proteção solar e água para enfrentar as altas temperaturas durante os percursos.
Em março deste ano, o Governo do Amazonas entregou cerca de 14 mil Equipamentos de Proteção Individual aos trabalhadores dos bois Caprichoso e Garantido, sendo aproximadamente 7 mil itens para cada associação folclórica. O material inclui capacetes, botas, luvas, óculos de proteção, máscaras, cintos de segurança e protetores auriculares, utilizados nas atividades de montagem, soldagem, pintura e estruturação das alegorias.
Outra iniciativa voltada ao suporte dos trabalhadores e demais integrantes dos bumbás foi a parceria firmada entre a Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama) e as associações folclóricas. O acordo prevê a doação de 260 mil copos personalizados de água tratada, sendo 130 mil destinados a cada boi. A distribuição beneficia trabalhadores dos galpões, dançarinos, itens oficiais e integrantes das torcidas organizadas.