Parintins deu um passo importante neste sábado, 19, sediando o Festival Paralímpico, realizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro ( CBP) em parceria com a Prefeitura e Universidade Federal do Amazonas (UFAM).
O evento na Arena Rubem dos Santos reuniu mais de 200 crianças e adolescentes, de forma lúdica e acolhedora, que vivenciaram as modalidades esportivas paralímpicas como bocha, atletismo e judô.
Mais do que uma manhã de atividades esportivas, o festival representa o início da construção de uma nova trajetória para pessoas com deficiência em Parintins, afirmou a coordenadora em Parintins Mariana Andrade.
“Estamos trazendo modalidades que o Brasil disputa nos jogos paralímpicos. E já percebemos que Parintins tem potencial”, ressaltou.
Para ela, a proposta é plantar a primeira semente do esporte paralímpico no município, despertando talentos, incentivando a participação das famílias e criando oportunidades para que crianças e adolescentes descubram novas possibilidades por meio do esporte.
Segundo Mariana, os festivais também permitem avaliar o interesse da população com deficiência pelas modalidades e identificar o potencial do município para avançar futuramente para um nível competitivo.
A participação expressiva de Parintins, com mais de 200 inscritos, demonstra o interesse das famílias e reforça a possibilidade de o município avançar na estruturação de práticas esportivas paralímpicas, com a necessidade de preparação técnica, logística e formação de profissionais.
Para as famílias, o festival representa uma oportunidade de enxergar novos caminhos para os filhos. Renilda Santos, mãe atípica, levou o filho Abrahão Noah, que tem paralisia cerebral, deficiência múltipla e autismo, e destacou a experiência.
“A gente se inspira nas histórias de grandes campeões paralímpicos, vejo no esporte uma possibilidade de desenvolvimento, convivência e descoberta para ele”, disse.
O sentimento também foi compartilhado pelo coordenador do Núcleo de Inclusão Socioassistencial e Atividades Adaptadas Girassol, Jasson Rodrigues, que ressaltou a participação de crianças e adolescentes atendidos pelo projeto.
“O Girassol não pode ficar de fora. Estamos aqui com nossas crianças e adolescentes, participando desse momento de inclusão e mostrando que eles também podem ocupar os espaços do esporte”, destacou.
Para Jasson, o número expressivo de inscritos demonstra a força da participação das pessoas com deficiência e reforça o potencial de Parintins para integrar novas iniciativas do movimento paralímpico.
Uma rede mobilizada pela inclusão
O festival contou com a participação ativa da Prefeitura de Parintins, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Trabalho e Habitação (Semasth), além da Semed, Semjel Sedema e outras instituições parceiras.
Também contribuíram para a realização da programação instituições como Iapin, UFAM, Polícia Militar, os bois Caprichoso e Garantido, Caixa Econômica Federal, Corpo de Bombeiros, equipes de resgate e Unigrande.
Durante as atividades, o Canil Tupinambá, da Polícia Militar, também participou da programação. O sargento Darllon apresentou o cão Tuxaua, da raça border collie, utilizado como atração e ferramenta de interação, contribuindo para estímulos cognitivos e proporcionando um momento de descontração às crianças. Dócil e treinado, o animal despertou a curiosidade e a alegria dos participantes.
Fonte: PMP




