Funarte reverencia Glória Menezes: legado significativo para a cultura brasileira


Atriz pioneira na televisão é um grandes nomes da história da dramaturgia brasileira

Funarte reverencia Glória Menezes: legado significativo para a cultura brasileira
Divulgação
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A Fundação Nacional de Artes (Funarte) reverencia Glória Menezes (1934-2026), atriz e pioneira da televisão brasileira, com uma trajetória memorável de mais de seis décadas dedicada ao teatro, ao cinema e à televisão.

Nascida em Pelotas (RS), Glória Menezes iniciou sua formação artística nos anos 1950 e, ainda naquele período, passou a atuar em teleteatros da TV Tupi. Sua primeira novela foi “Um Lugar ao Sol”, exibida pela TV Excelsior, em 1959. Glória se destacou pela versatilidade e pela capacidade de transitar por diferentes linguagens, gêneros e personagens.

No cinema, um de seus trabalhos de maior destaque foi “O Pagador de Promessas” (1962), dirigido por Anselmo Duarte, no qual interpretou Rosa. O filme conquistou a Palma de Ouro no Festival de Cannes e foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, consolidando a presença da atriz em uma das produções mais importantes do cinema brasileiro.

Glória estreou na Globo em 1967, em “Sangue e Areia”, como Doña Sol. Ao longo da carreira, participou de mais de 40 novelas da emissora e deu vida a personagens que permanecem na memória do público, como Lara, em “Irmãos Coragem” (1970); a protagonista de “Brega & Chique” (1987); Laurinha Figueroa, em “Rainha da Sucata” (1990); e Stelinha, em “Totalmente Demais” (2015), um de seus últimos trabalhos na televisão.

Sua trajetória profissional esteve profundamente ligada à do ator Tarcísio Meira (1935-2021), com quem foi casada por quase seis décadas e com quem dividiu não apenas a vida pessoal, mas também os palcos e os estúdios. Juntos, construíram uma das parcerias mais marcantes da dramaturgia brasileira, atuando em produções como “Sangue e Areia” (1967), “Rosa Rebelde” (1969), “Irmãos Coragem” (1970), “Espelho Mágico” (1977), “Guerra dos Sexos” (1983), “Tarcísio & Glória” (1988), “Páginas da Vida” (2006) e “A Favorita” (2008), além do espetáculo “Tudo Bem no Ano Que Vem” (1976), de Bernard Slade, dirigido por Flávio Rangel.

Com uma carreira marcada pela longevidade, pela diversidade de personagens e pela dedicação às artes cênicas, Glória Menezes deixa um legado significativo para a cultura brasileira e para gerações de artistas que encontraram no teatro, no cinema e na televisão espaços de criação e expressão.

A Funarte se solidariza com familiares, amigos, colegas de profissão e admiradores de Glória Menezes e reverencia a trajetória de uma das grandes atrizes brasileiras, cuja obra permanece como parte importante da história das artes e da televisão no país.