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Idam e Embrapa discutem cadeia produtiva da borracha no Amazonas

A Cadeia Produtiva da Borracha no Amazonas foi a pauta do seminário que contou com a presença da diretoria-executiva do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam) e colaboradores da casa, e representantes da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), na quinta-feira (30/07), na sede do Idam.

O diretor-presidente do Idam, Valdenor Cardoso, destacou que é de suma importância que o Idam e a Embrapa trabalhem de forma conjunta para o desenvolvimento do setor primário no estado. Acrescentou, inclusive, que é uma recomendação do governador do Amazonas, Wilson Lima, intensificar a assistência técnica ao produtor rural.

“O Idam precisa estar junto de quem já tem o conhecimento, a tecnologia. Esse tipo de encontro é indispensável e esperamos que aconteça mais vezes e com maior frequência”, disse. O presidente sugeriu também que se possa desenvolver um sistema de produção para a borracha, entre Idam e Embrapa.

A reunião iniciou com a apresentação do chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Amazônia Ocidental a e doutor em Fitotecnia, Everton Cordeiro, que fez um panorama histórico da borracha no Amazonas.

“A coisa mais importante da cadeia é a borracha. Atualmente, 80% da borracha é para produção de pneus e 20% para outros itens. O detalhe é que quase dobrou a diversificação de itens produzidos com estes 20% da borracha”, detalhou.

Em seguida, Everton discorreu sobre a evolução das pesquisas que subsidiam a cultivo da seringueira tricomposta. Ele destacou também que acadêmicos têm se debruçado para estudar e levar novas tecnologias à cadeia da borracha, e que é possível cultivar a borracha de forma a ser mais produtiva e com menor esforço braçal.

Cultivo em consórcio – O pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental e doutor em Genética e Melhoramento de Plantas, Inocêncio Junior de Oliveira, apresentou como é possível cultivar seringueiras em consórcio (na mesma área) com milho-verde e feijão-caupi, e outras espécies.

Segundo Inocêncio, entre as vantagens dos cultivos consorciados está o aumento na produção por unidade de área em determinado período do tempo, a melhor distribuição temporal de renda, aproveitamento mais adequado dos recursos disponíveis, diversificação da produção. O procedimento confere ainda maior proteção ao solo.

Na sequência, o chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Amazônia Ocidental, Olenilson Pinheiro, palestrou sobre a estimativa de custo e retorno de seringueira tricomposta na Amazônia. Ele apresentou o custo de produção, avaliou a taxa de retorno e o período adequado para isso, e destacou que o cultivo da seringueira com outras espécies favorece a geração de renda. Sem esse consórcio, e nas condições atuais – com os preços dos insumos, e o baixo valor da borracha, sem considerar a subvenção – o cultivo da seringueira não seria viável.

O Idam informou que eventos dessa natureza (seminários) passarão ocorrer mensalmente.

FOTO: Amariles Gama/Idam

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