Neste domingo (25), dia do 2º turno das Eleições 2026, a Sala Nacional de Situação Climática funcionará presencialmente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília (DF). O monitoramento será feito em conjunto com os 27 tribunais regionais eleitorais (TREs) e seis instituições parceiras para identificar riscos que possam comprometer a votação.
Os preparativos foram discutidos nesta quinta-feira (22), em reunião com representantes das instituições envolvidas. “Por trás desse momento democrático, há uma estrutura ampla, silenciosa e comprometida trabalhando para que cada eleitor e cada eleitora possa exercer seu direito de voto com segurança e normalidade”, ressaltou William Akerman, diretor de Assuntos Estratégicos da Presidência do TSE.
A iniciativa inédita reúne o conhecimento territorial dos TREs e a capacidade técnica das instituições parceiras. “Essa rede funciona de maneira permanente, com circulação de informações, monitoramento contínuo e canais diretos de comunicação e resposta”, explicou.
Durante a reunião, os representantes apresentaram dados meteorológicos, hidrológicos e geológicos. Com base nessas informações, definiram áreas prioritárias, planos de contingência e canais de comunicação para situações de crise. No domingo, o monitoramento será contínuo.
Nos últimos dias, a Sala acompanhou principalmente as condições climáticas no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, no Paraná, em São Paulo e em Minas Gerais, onde há previsão de chuvas intensas. Também monitorou queimadas nas regiões Norte e Nordeste.
“A partir de agora, entramos definitivamente na fase de acompanhamento intensificado”, informou Akerman.
Instituições parceiras
A Sala de Situação Climática reúne seis entidades parceiras que, juntamente com o TSE, compartilham informações técnicas, operacionais e institucionais a serviço da Justiça Eleitoral. São elas:
Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA);
Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA);
Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden);
Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden);
Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet);
Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet);
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe);
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe);
Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec).
Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec).
“O TSE e os 27 TREs seguem permanentemente de mãos dadas, acompanhados por uma ampla rede interinstitucional, com os olhos postos no mesmo objetivo: contribuir para eleições seguras, transparentes e cada vez mais inclusivas, também diante dos desafios impostos por eventuais eventos climáticos severos”, afirmou William Akerman.
Como funciona a Sala
Instituída pela Portaria-TSE nº 527/2026, a Sala monitora riscos climáticos e apoia ações para garantir a segurança e a continuidade do processo eleitoral.
acompanhar previsões do tempo e alertas de desastres;
acompanhar previsões do tempo e alertas de desastres;
identificar áreas vulneráveis e pontos críticos;
identificar áreas vulneráveis e pontos críticos;
avaliar riscos para locais de votação e rotas de transporte das urnas eletrônicas;
avaliar riscos para locais de votação e rotas de transporte das urnas eletrônicas;
elaborar protocolos para reduzir danos causados por eventos climáticos extremos;
elaborar protocolos para reduzir danos causados por eventos climáticos extremos;
oferecer suporte técnico à tomada de decisões em crises ambientais.
oferecer suporte técnico à tomada de decisões em crises ambientais.
1º turno teve votação sem interrupções significativas
No 1º turno, a Sala registrou ocorrências nas regiões Sul e Sudeste. As medidas adotadas pelos TREs e pelas empresas de energia mantiveram a normalidade da votação, sem interrupções significativas.
No âmbito das atividades da Sala Nacional de Situação Climática, não foram identificados indícios de interferência estrangeira.
Estados mais afetados
O Paraná foi o estado mais afetado com a ocorrência de temporais severos em grande parte do território. As ocorrências tiveram impacto estimado em 139 municípios e 440 locais de votação. Estima-se que 6% do estado ficou sem energia. Ao longo da manhã, 51% das ocorrências haviam sido resolvidas.
Em Santa Catarina, 26 zonas eleitorais e 78 locais de votação ficaram sem energia elétrica. Os municípios de Xaxim, Concórdia e Campos Novos concentraram mais ocorrências. A situação foi normalizada ao longo do dia, e todas as zonas eleitorais afetadas estavam em funcionamento ao fim do monitoramento.
No Rio Grande do Sul, interrupções pontuais de energia ocorreram em municípios do interior. Alagamentos e destelhamentos levaram à mudança de sete locais de votação em Porto Alegre, Rio Grande, Caibaté, São Luiz Gonzaga e Cerro Largo. Em Três Palmeiras, 14 locais de votação começaram o dia sem energia, restabelecida ao longo da manhã. Em São Marcos, o risco de rompimento de uma barragem levou à transferência de uma seção eleitoral para fora da área de risco.
Em São Paulo, foram registradas interrupções de energia nas zonas eleitorais de Presidente Prudente, Presidente Bernardes, Dracena, Presidente Venceslau, Santo Expedito, Teodoro Sampaio e no distrito de Parelheiros, na capital paulista. Em função da chuva, pelo menos 94 locais de votação ficaram sem energia elétrica no estado.
Outras 65 ocorrências relacionadas ao fornecimento de energia elétrica foram registradas no Rio de Janeiro, com impacto em 297 seções eleitorais. Dessas ocorrências, 60 foram normalizadas ao longo do dia.
Fonte: TSE




