Às vésperas das Eleições 2026, a Justiça Eleitoral intensificou o monitoramento de situações climáticas que possam afetar a realização do pleito em diferentes regiões do país. Locais de votação, rotas de deslocamento, redes de energia e telecomunicações, estruturas de armazenamento e distribuição de equipamentos e o transporte de urnas eletrônicas estão entre os pontos acompanhados pela Sala Nacional de Situação Climática, criada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O trabalho combina informações meteorológicas, hidrológicas e geológicas, bem como informações sobre riscos de desastres com dados da operação eleitoral. A proposta é identificar não apenas a possibilidade de ocorrência de eventos climáticos extremos, mas também os impactos que eles podem provocar sobre a votação e, a partir disso, agilizar a circulação de informações e a adoção de providências.
As ações foram detalhadas em reunião realizada na quarta-feira (30), com mais de cem participantes, presencialmente e por videoconferência. O encontro foi conduzido pelo diretor de Assuntos Estratégicos da Presidência do TSE, William Akerman, que coordena a iniciativa, e contou com representantes dos tribunais regionais eleitorais (TREs), das defesas civis, dos órgãos técnicos nacionais e de instituições com capacidades essenciais de apoio.
“No domingo, milhões de eleitoras e eleitores irão às urnas em todo o país. Nosso papel é contribuir para que esse exercício democrático ocorra com normalidade, segurança e continuidade, inclusive diante de eventuais desafios climáticos”, afirmou Akerman.
A Sala Nacional de Situação Climática busca ampliar a capacidade de monitoramento, análise e articulação da Justiça Eleitoral diante de situações que possam afetar a realização das eleições. A iniciativa não substitui a atuação dos TREs, que já acompanham as condições locais e adotam as medidas necessárias, mas agrega capacidade técnica, logística e operacional por meio de uma rede nacional de apoio.
Monitoramento integrado
O trabalho da sala entrou, nas últimas semanas, em uma etapa mais operacional, voltada à transformação de dados técnicos em informações aplicáveis à realidade eleitoral.
A partir dessas informações, o TSE passou a adaptar os dados técnicos às necessidades da operação eleitoral. Para isso, foram desenvolvidos produtos específicos e aprimorados painéis de monitoramento com o apoio dos órgãos e das entidades que integram a iniciativa. As ferramentas permitem cruzar informações territoriais e eleitorais para facilitar a identificação de áreas de risco e oferecer subsídios de forma rápida à tomada de decisão.
Essa capacidade de antecipação e pronta resposta é viabilizada pela cooperação técnica de instituições de referência: o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Serviço Geológico do Brasil (SGB) e a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil. A expertise científica e a prontidão das equipes desses órgãos fornecem os diagnósticos meteorológicos, hidrológicos e geológicos que respaldam as ações preventivas da Justiça Eleitoral.
Articulação com os TREs
A iniciativa também envolveu reuniões com os tribunais regionais eleitorais de diferentes regiões do país. Nesses encontros, as equipes locais apresentaram vulnerabilidades específicas, planos de contingência e as capacidades já disponíveis para enfrentar situações que possam afetar o processo eleitoral.
Segundo William Akerman, esse fluxo de informações já foi utilizado em situações recentes. No último fim de semana, alertas emitidos por órgãos técnicos foram cruzados com a realidade eleitoral e encaminhados aos respectivos TREs para avaliação das condições locais e das medidas eventualmente necessárias.
Preparação para as Eleições 2026
A Sala Nacional de Situação Climática integra as ações do TSE de preparação para as Eleições 2026 e busca consolidar uma estrutura permanente de cooperação para o acompanhamento de eventos climáticos que possam afetar a operação eleitoral.
Fonte: TSE




