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Juta, malva e castanha, uma história abandonada

Nas décadas de 50 e 60 a indústria da Tecelagem se tornou uma importante artéria comercial no Amazonas. Nesse período, o município de Parintins foi um dos principais centros de produção de juta e malva. Mas, hoje, o que restou daquele ciclo áureo foram apenas ruínas das imponentes infraestruturas. Totalmente abandonados à sorte, ainda chamam a atenção de quem circula próximo aos antigos galpões.

A indústria de Tecelagem, chegou a empregar mais de 3 mil operários de forma direta, com centrais de beneficiamento em Manaus, Manacapuru e Tefé. Em Manaus, existia a Brasiljuta, a maior do setor, empregando centenas de manauaras. Enquanto que no interior, se produzia toneladas da fibra, que eram exportadas para o sul do Brasil e também para o exterior. Além da produção de juta e malva, também se trabalhava com o beneficiamento da castanha do Brasil, com exportação garantida para o exterior.

A falta de apoio e investimento no setor aliado à ascendência de materiais (sacas) sintéticos que passaram a substituir as sacarias de juta de malva, desacelerando a produção e o cultivo das plantas amazônicas. Atualmente, somente os exportadores de café mantém as embalagens utilizando a estopa de juta. Sem subsídios por parte dos governos, o cultivo e o beneficiamento de juta e malva, envereda para o fim de um ciclo e afasta cada vez mais, o homem da natureza. O que nos resta é apenas contar a história de um tempo de bonança e aguardar pelas novas ‘promoções sociais’ dos governos em troca de voto.

Fotos: Zezinho Prestes

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