Mães falam do prazer e das oportunidades adquiridas por meio da qualificação profissional

Alunas do Cetam reforçam que não há idade para aprender e desenvolver habilidades

Neste Dia das Mães, essas três mulheres têm motivos de sobra para comemorar. Os filhos estão criados e elas com tempo suficiente para aproveitar a vida. Olham para trás, lembram-se o que já fizeram de bom, mas não deixam de enxergar no futuro um mundo de oportunidades.

Socorro, Jandelúcia e Doralice perderam as contas dos cursos feitos no Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam). Mas não esquecem da mudança provocada por essas aulas em suas vidas. Segundo as alunas, o aprendizado adquirido nos cursos de artesanato, ofertados pelo Cetam, têm feito o diferencial em suas vidas, principalmente no período de quarentena.

“A mensagem que quero deixar nesse Dia das Mães é que nunca é tarde para recomeçar”, diz Socorro Lages, 69, professora aposentada, uma prova de que idade não passa de um simples número. No caso dela, prestes a completar 70 anos, isso pode ser comprovado por sua vitalidade, um exemplo de que sonhos podem e devem ser realizados.

Quando parou de lecionar, Socorro foi incentivada pelas duas filhas, engenheiras civis, a conhecer o mundo. Ela viajou, mas também ficou com tempo para se dedicar ao artesanato, que lhe distrai, gera renda e dá prazer. “O Cetam foi um presente para mim. Os cursos de qualificação são excelentes para quem precisa aprender um ofício e garantir seu sustento. O Centro nos oferece tudo: salas boas, com ar condicionado, matéria prima e pessoas maravilhosas para nos ensinar”, declara.

Socorro diz que não é por ter 69 anos que precisa ficar em casa, esperando o tempo passar. “Quero voltar a estudar e aprender ainda mais. Agradeço o apoio das minhas filhas que, durante a pandemia, compraram tudo para eu poder fazer as encomendas e atender as clientes”, conta a professora, que vende nécessaires, toalhas de cozinha com aplicações e outros produtos para a vizinhança. “Tudo é pedido no grupo de WhatsApp do conjunto onde moro”, afirmou.

Superação – A ex-cobradora de ônibus Jandelúcia Botelho de Lima, 61, diz que não sabe o que seria da sua vida se não fossem as atividades manuais aprendidas no Cetam. Ela perdeu o marido em janeiro deste ano, vítima da Covid-19, e também contraiu a doença. Para não enlouquecer de tanta tristeza e medo da morte, começou a bordar toalhas para vender. “Hoje, sou uma profissional conhecida. Minhas peças estão espalhadas pela Suíça, Itália, Paraná, Rio Grande do Sul”, pontuou.

Jandelúcia confessa que se não fosse a ocupação com o artesanato talvez não estivesse aqui falando sobre sua história, comemorando o Dia das Mães, nem com planos de voltar a fazer mais cursos. Ela não vê a hora de a pandemia passar para poder fazer, no Cetam, o curso de “Corte e costura”. “Meus cinco filhos dizem: ‘mãe, a senhora é uma artista, pois faz arte com qualquer retalho’”, conta, orgulhosa. “Eles são tudo na minha vida e também estão me ajudando a superar a perda do pai”.

Reforço na renda – A dona de casa Doralice Pereira, 52, é outra antiga aluna que só tem elogios ao Cetam. Diz que em seu currículo só falta o curso de “Bolsas artesanais” e ressalta que sempre foi dedicada nos estudos. Aprendeu rápido e colocou logo em prática. Tanto é que foi requisitada pelo Cetam para ser instrutora e passar adiante seus conhecimentos. “Foi um prazer enorme. Sempre digo que o Cetam dá chance a todos. Mas é preciso que o aluno tenha interesse e saiba aproveitar as oportunidades”, alertou.

Parte da renda da família de Doralice – formada por ela, marido e um casal de filhos adultos – é complementada com a venda de trabalhos manuais aprendidos em cursos feitos pelo Cetam. Hoje ela tem uma lojinha virtual no Instagram, a “Dora artesanatos”, onde recebe encomendas. “O certificado do Cetam tem peso. Quando falo que estudei lá, parece que as pessoas têm mais confiança no trabalho. Incentivo todos a passarem pelo Cetam. Muitas amigas me ouviram e se qualificaram na instituição.”

Cetam investe em aulas remotas – Ao longo dos seus quase 18 anos de existência, o objetivo do Cetam, de promover a educação profissional como instrumento de cidadania, vem sendo alcançado e aprimorado para melhor atender a comunidade amazonense.

O diretor-presidente da instituição, Prof. Dr. José Augusto de Melo Neto, faz questão de ressaltar que a pandemia do novo Coronavírus não foi motivo para as atividades no Centro serem suspensas.

O Cetam vem seguindo à risca as determinações que constam nos decretos do Governo do Amazonas. O Protocolo de Proteção e Prevenção à Covid-19 é seguido à risca, para não oferecer risco de contaminação a seus alunos e corpo técnico, na capital e interior do Estado.

Nenhum curso está com atividade presencial. Todas as aulas vêm ocorrendo remotamente, seguindo o “Guia metodológico para o ensino remoto”. Ele foi elaborado por uma comissão pedagógica do Cetam e lançado no dia 15 de fevereiro. As atividades propostas são mediadas pelo uso de tecnologias. As atividades propostas acontecem nas plataformas Google Meet e Classroom e também por aplicativos de mensagens como Telegram e WhatsApp.

Este ano foram ofertadas, para a capital, 3 mil vagas em cursos de Ensino a Distância (EaD); e 6.120 vagas para cursos de qualificação profissional. No próximo dia 10 de maio, o Cetam oferecerá 30 mil vagas em cursos de qualificação que irão atender alunos do interior do Amazonas.

“Estamos seguindo orientação do governador Wilson Lima para fortalecermos a qualificação de mão de obra do interior. Com a capacitação, todos terão mais chance de disputar vaga no mercado de trabalho”, informa o professor José Augusto.