O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), Antonio Silva, recebeu nesta segunda-feira (21), na sede da entidade, o presidente executivo da Mineração Taboca, José Flávio Alves, para tratar da nova fase de investimentos da companhia no Estado. Durante o encontro, Alves apresentou o ciclo de US$ 100 milhões em investimentos entre 2026 e 2028, destinado à modernização, inovação tecnológica e sustentabilidade, com a meta de dobrar a capacidade produtiva em mineração e metalurgia.
Os investimentos ocorrem após a entrada do grupo chinês CNMC (China Nonferrous Metal Mining Group) no controle da companhia, em abril de 2025, e marcam uma etapa de reorganização operacional da Mineração Taboca. Segundo Alves, a prioridade neste momento é elevar a eficiência e recuperar a competitividade da empresa. “O que a gente está buscando agora é eficiência operacional para poder voltar à pujança que foi. Esses investimentos todos que a gente está fazendo, de 100 milhões de dólares, são basicamente para buscar mais competitividade.”
Parte relevante dos recursos será destinada à modernização da estrutura operacional. Entre as medidas já em andamento está a renovação da frota de caminhões utilizada pela empresa, que está substituindo veículos de 40 toneladas por modelos de 75 toneladas, equipados com tecnologia embarcada. Segundo o executivo, a tecnologia poderá permitir, no futuro, a operação autônoma dos veículos.
A nova etapa também preserva o peso da Mineração Taboca na geração de empregos no Estado. Atualmente, a empresa contabiliza cerca de 3 mil postos de trabalho diretos, sendo 1.450 empregados diretamente pela Taboca e outros 1.650 trabalhadores vinculados a empresas terceirizadas. Cerca de 95% da mão de obra reside no Amazonas.
A operação da companhia está concentrada atualmente em três produtos: estanho, nióbio e tântalo, mantendo uma cadeia que envolve mineração, beneficiamento e transformação metalúrgica. O estanho é fundido em São Paulo, enquanto a produção de nióbio e tântalo é processada em Porto Velho, segundo as informações apresentadas durante a reunião.
A produção tem forte inserção internacional. Conforme apresentado pelo executivo, cerca de 95% do mercado da companhia está concentrado na Ásia e na Europa, enquanto aproximadamente 5% é destinado ao mercado nacional. A cassiterita extraída em Pitinga é transportada por rodovia até Manaus e, posteriormente, segue por via marítima até Santos.
Além da modernização da frota, a empresa mantém uma estrutura logística voltada ao deslocamento de trabalhadores e ao funcionamento da operação. Na área de Pitinga, os trabalhadores atuam em regime de escala, permanecendo cerca de dez dias consecutivos na operação, com estrutura de alojamento, alimentação e transporte.
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Fonte: FIEAM




