Ministro Antonio Carlos deixa comando da Corregedoria-Geral Eleitoral


Balanço da gestão destaca avanços na biometria, no cadastro eleitoral e na integração entre os tribunais

A cerimônia de despedida reuniu desembargadores e representantes de 17 TREs.
Luiz Roberto/TSE
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O ministro Antonio Carlos Ferreira deixou, nesta segunda-feira (14), o comando da Corregedoria-Geral da Justiça Eleitoral. Ele estava à frente do órgão desde novembro de 2025. A cerimônia de despedida reuniu desembargadores e representantes de 17 tribunais regionais eleitorais (TREs).

Ao fazer um balanço da gestão, o ministro falou sobre a amplitude das competências do órgão e ressaltou o trabalho conjunto com os TREs, as zonas eleitorais, as áreas técnicas e os servidores.

o avanço da biometria, que passou a abranger 141 milhões de eleitoras e eleitores;

o avanço da biometria, que passou a abranger 141 milhões de eleitoras e eleitores;

a expansão do eleitorado nacional, que chegou a quase 159 milhões de pessoas;

a expansão do eleitorado nacional, que chegou a quase 159 milhões de pessoas;

a integração aprimorada com os tribunais e órgãos de controle;

a integração aprimorada com os tribunais e órgãos de controle;

a atualização cadastral, com a eliminação de 110 mil CPFs duplicados.

a atualização cadastral, com a eliminação de 110 mil CPFs duplicados.

Uma só Justiça Eleitoral

O ministro lembrou que a Corregedoria-Geral exerce funções jurisdicionais, administrativas, normativas, de supervisão e de orientação. “Atua no campo convencional e disciplinar e desempenha funções diretamente ligadas à normalidade e à legitimidade das eleições, à igualdade entre os participantes do processo eleitoral e à liberdade do voto”, pontuou.

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Ao encerrar o mandato, Antonio Carlos reforçou a importância da integração entre os diferentes órgãos. “Para a cidadã ou para o cidadão, não existem 27 Justiças Eleitorais. Existe uma só Justiça Eleitoral brasileira”, afirmou.

Reconhecimento

Na cerimônia, o ministro Villas Bôas Cueva destacou o trabalho realizado pelo antecessor e o legado deixado para a Justiça Eleitoral: “Uma gestão produzida com muita sabedoria, potência, equilíbrio e com espírito de aula”.

Cueva também lembrou a longa relação de parceria profissional e pessoal com Antonio Carlos, com quem trabalha há 15 anos. Segundo ele, o colega é uma referência pela competência demonstrada no TSE e por sua atuação como magistrado.

Eleição interna

A escolha do novo corregedor está prevista para o próximo dia 22, ocasião em que o Colegiado do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) irá escolher quem ocupará o cargo dentre os ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que integram a Corte como membros efetivos.

A definição ocorre por meio de uma eleição interna e segue, tradicionalmente, o critério de antiguidade. Geralmente, é escolhido o ministro do STJ que está há mais tempo como membro efetivo do TSE.

O corregedor permanece no cargo enquanto exercer a função de titular no Tribunal e é responsável, entre outras atribuições, pela fiscalização do cadastro eleitoral.

Fonte: TSE