Mudança de transportes e manutenção de seções garantem urnas no interior do Amazonas


Justiça Eleitoral altera embarcações e modais terrestres para garantir o funcionamento de todas as seções no segundo turno

Mudança de transportes e manutenção de seções garantem urnas no interior do Amazonas
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Apesar da redução progressiva dos níveis dos rios no intervalo de 21 dias entre o primeiro e o segundo turno, a logística do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM) para o transporte de urnas para zonas rurais e ribeirinhas está mantida sem previsão de interrupções. As projeções do órgão confirmaram que a estiagem deste ano não provocou o mesmo nível de impacto observado em 2024.

As diretrizes do planejamento foram detalhadas pelo assessor de Gestão de Logística das Eleições (AGEL) Marcelo Sussuarana, ao avaliar o transporte das urnas a partir das sedes municipais até as comunidades mais isoladas.

Para contornar os trechos de rios e igarapés afetados pela baixa das águas, a estratégia da Justiça Eleitoral baseia-se no escalonamento e na alteração de modais de transporte conforme a acessibilidade de cada localidade. “As nossas medidas para mitigar esse problema de levar a urna até o seu local de votação, elas vão passar por mudanças de modais. Basicamente, um local que chegava de barco, a gente vai passar a chegar de voadeira. Onde se chegava de voadeira, vamos passar a chegar de rabeta, vamos colocar outros modais, triciclo, quadriciclo, alguma coisa que eventualmente precise fazer a pé ou com motorizado. Vamos alterando o modal até chegar no local de votação”, afirma o assessor.

Apesar do recuo no nível dos rios entre as votações, o TRE-AM projeta cobrir todas as comunidades cadastradas. “A nossa previsão ela se confirmou lá de trás, a gente imaginava que os níveis dos rios não iam descer tanto quanto desceram em 2024. Então, a gente fez uma eleição de primeiro turno relativamente tranquila. A nossa expectativa é que nenhum local de votação deixe de funcionar por conta da estiagem”.

Calor Extremo

Para Marcelo, a maior adversidade enfrentada no pleito atual decorre dos fatores climáticos, como as elevadas temperaturas, a baixa umidade do ar e os focos de incêndio na região.

“Nosso problema na estiagem é o calor, são as temperaturas. Tanto é que a gente tá tendo vários focos de incêndio. Então, como a gente tem temperaturas altas e baixa umidade, a gente acredita que nesse segundo turno será a mesma tônica do primeiro. Problemas com temperatura, baixa umidade, um calor muito forte que pode tirar o conforto térmico ali no dia da votação, mas não impedir que a gente leve as urnas até os locais de votação”.

Locais de votação

Embora as dificuldades de acesso a alguns locais, o TRE-AM confirmou a manutenção de todos os locais de votação utilizados no primeiro turno. A criação de novos pontos entre os turnos foi descartada por inviabilidade operacional.

“Os locais de votação que participaram no primeiro turno são os mesmos que participam no segundo turno. A gente não tem como criar novos locais entre um turno e outro. E a gente até aumentaria o nosso problema logístico para fazer isso”, afirmou o assessor, acrescentando que mudanças de endereço vão ocorrer apenas em cenários pontuais e de emergência. “O máximo que pode ocorrer, mas são eventualidades, é um local de votação ser substituído por uma locação provisória ali na mesma comunidade porque ele não está em condições de receber”.

Fonte: TRE-AM