
O Núcleo Acadêmico-Técnico-Científico de Telessaúde da Amazônia da Ufam (NTSA) promoveu, no sábado, 19 de setembro, a mesa-redonda “Conectando territórios e cuidado: saúde digital para ampliação do acesso à saúde em povos indígenas e comunidades ribeirinhas da Amazônia”, durante o 10º Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde, da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). A atividade foi realizada no Auditório Altair Fernandes, no Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da Ufam.
A abertura foi conduzida pela professora Celsa da Silva Moura Souza, coordenadora do núcleo. Coordenada pela professora Ione Rodrigues Brum, a mesa reuniu Rafael Prado, coordenador de Saúde Digital Inter Saúde de Parintins; Sediel Andrade Ambrósio, referência técnica da DIASI e ponto focal de Telemedicina da Ufam e de Telessaúde da UEA no DSEI Alto Rio Negro; Laura da Silva Ferreira, indígena do povo Kokama, conselheira do Conselho Municipal de Saúde de Manaus (CMS-Manaus) e integrante da Coordenação dos Povos Indígenas de Manaus e Entorno (Copime); e Adélia Delfina da Motta Silva, odontóloga, Coordenadora-Geral de Telessaúde do Ministério da Saúde, e professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), com atuação na área de saúde coletiva e telessaúde.
A discussão abordou diferentes experiências e perspectivas sobre o uso da saúde digital para ampliar o acesso aos serviços de saúde em territórios amazônicos. Rafael Prado apresentou a experiência de Parintins com a telessaúde municipal, incluindo o uso de teleconsultoria e telediagnóstico na Atenção Primária à Saúde e o atendimento a populações ribeirinhas e indígenas. Também foram discutidos os desafios relacionados à conectividade, energia e infraestrutura.
Sediel Andrade Ambrósio apresentou questões relacionadas ao cuidado em territórios indígenas do Alto Rio Negro, onde as distâncias e os deslocamentos fluviais e aéreos interferem na oferta de serviços de saúde. A exposição também abordou a articulação entre a atenção nas aldeias e os serviços especializados, a atuação dos Agentes Indígenas de Saúde e a participação das comunidades na construção de soluções de saúde digital.
Representando os povos indígenas de Manaus e entorno, Laura da Silva Ferreira levou à discussão a perspectiva do povo Kokama e sua atuação no controle social. Conselheira do Conselho Municipal de Saúde de Manaus, Laura integra a Copime desde 2020 e participa da Comissão de Saúde da organização, com atuação em temas relacionados à saúde diferenciada, educação indígena, cultura e políticas públicas.
A mesa também tratou das políticas nacionais de informação e saúde digital. Adélia Delfina da Motta Silva abordou estratégias para a expansão da telessaúde, a redução das desigualdades regionais no acesso ao cuidado e os desafios relacionados aos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs), além da articulação entre diferentes níveis de gestão.
Após as exposições, os participantes dialogaram com o público sobre os desafios para a continuidade dos serviços de telessaúde na Amazônia, as condições de infraestrutura e conectividade e a necessidade de considerar as características dos territórios e as demandas das comunidades na implementação de tecnologias em saúde. A proposta da mesa foi reunir experiências territoriais, saúde indígena, movimentos indígenas, gestão pública e políticas de informação e saúde digital.
38 anos do SUS
Durante a atividade, os participantes também celebraram os 38 anos do Sistema Único de Saúde (SUS). O momento contou com bolo e um parabéns coletivo, realizado ao final da programação da mesa.

A atividade integrou a programação do 10º Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde, realizado em Manaus, e reuniu profissionais, pesquisadores, gestores e representantes dos povos indígenas para discutir a relação entre tecnologia, território e acesso à saúde na Amazônia.
Fonte: UFAM



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