Na abertura da sessão plenária desta terça-feira (20), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, informou que as mudanças de endereço dos locais de votação para o 2º turno das Eleições Gerais de 2026 foram 94% menores que as registradas entre o 1º e o 2º turno do pleito de 2022. Ele ressaltou que as alterações foram pontuais e podem ocorrer até o dia da votação, por decisão dos tribunais regionais eleitorais (TREs), que conhecem as realidades locais e as respectivas necessidades.
Local de votação não é a mesma coisa que seção eleitoral. Local de votação é o prédio onde funcionam as seções eleitorais. Pode ser uma escola, uma universidade, entre outros. Já seção eleitoral é o espaço físico onde está instalada uma urna eletrônica, a cabine de votação e a Mesa Receptora de Votos. Ou seja, é a sala onde a eleitora ou o eleitor vota.
Segundo o ministro, as mudanças de endereço dos locais de votação foram promovidas pelos TREs em razão de condições climáticas, problemas na estrutura dos prédios e para garantir a segurança de eleitoras e eleitores, por exemplo.
Conforme informou o presidente do TSE, a identificação da necessidade de mudança parte dos cartórios eleitorais e, assim, a solução é concluída pelos respectivos TREs. “O TSE não solicita, não autoriza, não há nenhum tipo de chancela do TSE. É a realidade local que faz essa mudança”, afirmou.
As informações são reunidas no Sistema Elo, da Justiça Eleitoral, que é alimentado pelos TREs e atualizado continuamente. É importante destacar que algumas mudanças dependem de visitas aos locais para avaliar as condições dos imóveis e confirmar a necessidade de transferência de endereço.
O papel do TSE, de acordo com o ministro, foi disponibilizar aos tribunais regionais um formulário para a consolidação dos dados. O documento foi preenchido pelos 27 TREs na segunda-feira (19), e os números atualizados foram apresentados nesta terça (20).
Conforme reforçou o ministro, os quantitativos ainda podem sofrer alterações caso surjam situações que comprometam a votação no domingo, como chuvas intensas ou problemas nas estruturas dos prédios.
Mudanças por unidade da Federação
Confira abaixo o número de locais de votação com endereço alterado em cada unidade da Federação. A relação das seções eleitorais transferidas inclui os municípios e os locais de votação de origem e destino.
Acre (AC) – 0 local de votação alterado.
Alagoas (AL) – 0 local de votação alterado.
Amazonas (AM) – 3 locais de votação alterados.
Amapá (AP) – 1 local de votação alterado.
Bahia (BA) – 3 locais de votação alterados.
Ceará (CE) – 6 locais de votação alterados.
Espírito Santo (ES) – 4 locais de votação alterados.
Maranhão (MA) – 13 locais de votação alterados.
Minas Gerais (MG) – 17 locais de votação alterados.
Mato Grosso do Sul (MS) – 1 local de votação alterado.
Mato Grosso (MT) – 1 local de votação alterado.
Pará (PA) – 11 locais de votação alterados.
Paraíba (PB) – 4 locais de votação alterados.
Pernambuco (PE) – 3 locais de votação alterados.
Piauí (PI) – 4 locais de votação alterados.
Paraná (PR) – 9 locais de votação alterados.
Rio de Janeiro (RJ) – 1 local de votação alterado.
Rio Grande do Norte (RN) – 7 locais de votação alterados.
Rondônia (RO) – 0 local de votação alterado.
Roraima (RR) – 0 local de votação alterado.
Rio Grande do Sul (RS) – 6 locais de votação alterados.
Santa Catarina (SC) – 0 local de votação alterado.
Sergipe (SE) – 1 local de votação alterado.
São Paulo (SP) – 4 locais de votação alterados.
Tocantins (TO) – 0 local de votação alterado.
Todos os números são parciais e foram apurados até a noite desta terça-feira (20).
Consulta aos locais de votação
Eleitoras e eleitores podem consultar o local de votação para o 2º turno das eleições pelo aplicativo e-Título, pelo Portal de Autoatendimento Eleitoral e pelo assistente virtual Chatbot.
Fonte: TSE




