Prefeitura, BASA e Laticínios se unem para fortalecer pecuária leiteira
Foto: Júnior Preto

A Prefeitura vai apoiar os pecuaristas com assistência técnica para aumentar a produção de leite no município.

O projeto piloto da instalação de uma agência integradora por meio do laticínio Art Leite que visa apoiar produtores com acesso a crédito do Banco da Amazônia (BASA), visando aumentar a produção de leite no município foi apresentado a pecuaristas e representantes do setor primário, em reunião que aconteceu nesta sexta-feira, (11) na sede da Embrapa. O prefeito Bi Garcia participou do encontro e manifestou total interesse do município no fortalecimento da pecuária leiteira para que a indústria de laticínio possa atender a demanda do mercado da capital do Amazonas e da merenda escolar que será regionalizada.

Garcia explicou que a Prefeitura de Parintins já introduziu produtos do laticínio na merenda escolar municipal e está conquistando a merenda escolar do Estado, o que equivale a movimentar na economia local R$ 20 milhões por ano, daí a necessidade de aumentar a produção de leite para atender a demanda. Além disso, ele destaca o mercado promissor em Manaus aberto para a comercialização.

De acordo com o prefeito, o município está estruturando a Secretaria de Pecuária, Agricultura e Abastecimento (SEMPA), com a compra de equipamentos para mecanizar a pecuária e agricultura na zona rural, e mais que isso, está trabalhando forte para melhorar a assistência técnica para atuar na pecuária. “Com a instalação da indústria de laticínio falta matéria-prima na cidade, principalmente na entressafra e há necessidade de se ter a produção de leite o ano inteiro. Não tenho dúvida de que todos juntos nós vamos avançar cada vez mais no fortalecimento do setor primário que é a única saída para o interior do Amazonas”, afirmou.

O empresário Erik Cavalcante, da Art Leite, informou que o consumo diário de leite e derivados em Manaus é de 840 mil litros e o Estado não produz 40 mil litros de leite juntando todos os laticínios. “Estamos prevendo um crescimento nos próximos anos da produção local e estadual muito grande e porque não Parintins participar dessa inclusão”, ponderou.

Ele acredita que por meio da política de crédito do BASA e o apoio de órgãos da assistência técnica como Embrapa, IDAM, Prefeitura /SEMPA, é possível unir os setores e produtores num trabalho tecnificado, atraindo tecnologias disponíveis no mercado.

A ideia do trabalho é unir os produtores, importar tecnologia, transferir e adequar para a realidade local, triplicando a produção com simples atitudes, manejos, adequações, melhoria de pastagem e melhoria genética. “A gente consegue trabalhar no mesmo espaço e aumentar a produção, consegue mudar a realidade do produtor local porque ele passa a ser empresário do leite, não só tirador de leite, que é a nossa realidade hoje. Queremos criar empresário de leite para que a indústria tenha condições de captar, fazer disso matéria-prima competitiva e converter em produto de qualidade e quantidade para atender o mercado de Manaus e do Amazonas”, ressaltou.

A engenheira agrônoma do BASA, Goreth Valente acredita que Parintins será uma vitrine com o projeto piloto da agência integradora. Ela explanou aos participantes todas as possibilidades de crédito por meio de linhas de financiamento como o Pronaf, que estão disponíveis no BASA.

O coordenador regional Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Jeferson Macedo, lembrou que os produtos derivados do leite precisam ter certificação. “Esse é o grande problema, temos muitos produtores de leite nas várzeas de Parintins, porém sem o certificado de origem do produto. O leite é produzido de qualquer forma, embalado em garrafa pet e vendido no mercado informal. Quando se trabalha com mercado de merenda precisa ter selo, a certificação. A ideia é trabalhar com o laticínio que já é certificado e ter produto de qualidade com regularidade para atender a demanda “, enfatizou.

A Embrapa está anunciando que vai atuar com a formação do Balde Cheio em Rede que tem por objetivo a capacitação continuada de técnicos extensionistas e produtores de leite, buscando promover o desenvolvimento sustentável da pecuária leiteira via transferência de tecnologia. A formação possibilitará difundir a metodologia para as demais regiões e estados da Federação.

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