Presidente da Câmara reivindica investimento no Setor Primário e Saúde

vereador Telo Pinto (PSDB)

A política de investimento no setor primário é defendida sempre na tribuna da Câmara Municipal de Parintins. O presidente da Casa Legislativa, vereador Telo Pinto (PSDB) é um dos parlamentares que sempre levanta essa bandeira. Na manhã desta segunda-feira (25/11) voltou a tratar sobre o assunto.

“Quando se criou a Zona Franca de Manaus foi para transformar o estado do Amazonas capaz de fazer investimento no Setor Primário, através do extrativismo, sem derrubar a Floresta, fazendo com que o homem do campo pudesse produzir e nada se fez. O modelo Zona Franca de Manaus ficou limitada à capital do Estado”, comentou.

Como Presidente da Associação de Pecuaristas de Parintins (APP), falou da dificuldade dos produtores em conseguir um financiamento, pois deparam-se com entraves burocráticos. Pediu ao governo do Estado que reveja a portaria referente ao licenciamento.

“Tem que repensar esse modelo de desenvolvimento, essa portaria que limitou aos produtores ter o licenciamento ambiental para tirar os investimentos. Hoje, a legalização fundiária já é um entrave muito grande, aí vem o licenciamento ambiental e dobra a dificuldade de conseguir um financiamento do Governo do Estado”, reivindicou.

Enfatizou a ausência de órgãos Federais na região. “Aqui, o Ministério da Agricultura está praticamente desativado, os servidores que existiam já se aposentaram, só tem um servidor apenas. Está para se fechar o escritório da Agricultura aqui no município de Parintins e nós somos um município Polo, indutor de políticas públicas, que abraça os municípios circunvizinhos. Mas, o que se percebe é a falta de apoio”, protestou.

Saúde pública também é tema recorrente na tribuna. Telo pautou sobre o investimento na área por parte da Prefeitura, apresentado em sessão extraordinária na quinta-feira da semana passada (21/11), no Relatório de Execução Orçamentária do primeiro quadrimestre de 2019, explanado pelo controlador do município Harald Dinelly. Constitucionalmente, o teto é de 15%, mas no primeiro quadrimestre já chegava a 23%, quase 24%.

Texto: Clely Ferreira – Assessoria de Imprensa da Câmara / Foto: Simone Brandão

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