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Professores protocolam ação no MP contra Wilson Lima por demora em negociação

Manaus – Uma comitiva composta por lideranças do movimentos de greve dos professores do Amazonas se reuniu, na manha desta quinta -feira (2), com a Procuradora-Geral de Justiça (PGJ) Leda Mara Albuquerque e promotoras da área de educação na sede do Ministério Público do Amazonas. Os profissionais protocolares um documento contra o Governo do Amazonas por não reajustar o valor exigido pela categoria.

Os professores pedem um aumento real de 15%, além do aumento no ticket alimentação. O governo diz que não pode reajustar na porcentagem solicitada porque esbarra na Lei de Responsabilidade Fiscal. O governador Wilson Lima na se posicionou sobre a pressão dos educadores e disse que pode ser preso se autorizar o valor pedido.

Ainda assim, Lambert Melo da Asprom diz que a categoria não volta às salas de aula até que o acordo seja firmado. A categoria não aceitou a nova proposta do governo com aumento de 5%.

Ação é pela demora em solucionar o problema da greve dos trabalhadores em educação, garante Lambert. A reunião durou cerca de uma hora e as promotoras, juntamente com a procuradora-geral, informaram que vão atuar para acelerar a negociação entre Estado e professores, pondo fim a greve.

Professores protocolam ação no MP contra Wilson Lima por demora em negociação
A reunião durou cerca de uma hora e o ministério público vai intervir no processo de negociação entre Estado e professores

Resposta do governador

Wilson Lima já havia se pronunciado sobre a reivindicação dos professores do Amazonas nesta quarta-feira, Dia do Trabalhador.

“Nós estamos conversando com todos os sindicatos. A comissão já sentou com o secretário de Fazenda, com o secretário de Educação, com o vice-governador e chefe da Casa Civil. Por que é importante a conversa com essas pessoas? Elas são os técnicos. Eles vão dizer o que é possível a gente fazer. No início do ano eu dei reajuste de 9,38% para os professores e estou dando agora a data-base de 3,9%”, disse o governador.

Segundo Wilson Lima, a reposição da data-base de 2019 só não foi paga até o momento porque há um impasse entre os sindicatos que representam a categoria. “E nós também estamos discutindo outros pontos em que a gente pode avançar”, completou.

O governador deixou claro que o que é de direito e amparado legalmente, o Governo não deixará de fazer.

“O que for de direito, pode ter certeza que eu vou garantir. Não tenho menor problema com relação a isso. Só que eu tenho limitações orçamentárias, financeiras e se eu der qualquer reajuste além da inflação dos últimos doze meses eu vou ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal e eu vou ser preso. Eu e meu secretário de Fazenda e isso não vou fazer”, frisou.

Fonte: Amazonas Notícias

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