Projetos de escolas da rede pública estadual promovem educação artística para estudantes no âmbito do Proenarte

Entre grafismos indígenas e reciclagem, estudantes são estimulados a pensar e se expressar artisticamente

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Projetos De Escolas Da Rede Pública Estadual Promovem Educação Artística Para Estudantes No âmbito Do Proenarte
Projetos De Escolas Da Rede Pública Estadual Promovem Educação Artística Para Estudantes No âmbito Do Proenarte
Euzivaldo Queiroz / Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar
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A Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar, por meio do Departamento de Políticas e Programas Educacionais, e da Gerência de Ensino Regular (GER), realizou, nesta sexta-feira (12/06), uma visita técnica à Escola Estadual (EE) José Bernardino Lindoso, localizada no bairro Novo Aleixo, zona norte de Manaus, com o objetivo de conhecer, na prática, os projetos realizados no âmbito do Programa de Apoio ao Ensino da Arte nas Escolas da Educação Básica (Proenarte) na instituição de ensino.

O programa é uma política pública da Secretaria de Educação, que assegura carga horária específica e apoio técnico‑pedagógico para a implementação de projetos escolares e pesquisa científica nas linguagens de Artes Visuais, Dança, Música e Teatro, com foco na formação integral dos estudantes e na valorização das identidades culturais amazônicas. Em 2026, foram submetidos 59 projetos, dos quais 53 estão em execução, demonstrando forte adesão e consolidação do programa.

“O Proenarte surgiu a partir de uma ideia de apoiar os trabalhos de arte e fazer com que os alunos, por meio do programa, tenham acesso a educação artística de fato dentro da unidade de ensino”, afirmou a técnica do programa na Secretaria de Educação, Simara Couto.

Um dos projetos desenvolvidos na EE José Bernardino Lindoso, “Arte da Expressão Indígena: os desenhos do grafismo na sala de aula”, coordenado pela professora de Artes, Katiuska Pereira, busca aproximar os discentes da riqueza cultural dos povos indígenas, destacando o papel do grafismo como forma de expressão artística, estética, simbólica e espiritual.

O projeto conta com a participação de cerca de 40 alunos da 1ª série do Ensino Médio, que realizam análise bibliográfica sobre arte indígenas, estudo de imagens e registros etnográficos, além da observação de padrões simbólicos. A ideia é que os estudantes produzam releituras artísticas com materiais reciclados (caixa de papelão, pó de carvão e outros), e industrializados (pincéis, tintas e outro), a fim de discutir esses significados. A análise será feita comparando símbolos, técnicas e contextos culturais.

“O objetivo é fazer com que os alunos aprendam que o grafismo tem o seu significado, que não seja só uma forma geométrica, mas sim que tem um significado para os estudantes e para os indígenas que utilizam o grafismo”, ressaltou a professora Katiuska.

Criatividade Sustentável

O segundo projeto apresentado, “Criatividade Sustentável: Transformando Resíduos em Diversão”, coordenado pela professora de Artes, Maria Gorete Farias, busca estimular o uso de materiais recicláveis para a criação de brinquedos pelos alunos do 6º ano do Ensino Fundamental. Além de estimular a conscientização em relação ao descarte correto de resíduos, os estudantes também são estimulados a pensar criativamente para a criação de brinquedos a partir de objetos que encontram em casa ou na rua.

Com papelão, latinhas, tampas de garrafa, embalagens plásticas e outros resíduos, os estudantes criam robôs, bonecas, naves espaciais, escudos, jogos de tabuleiro, e outros diversos objetos utilizados para brincar uns com os outros. A professora Maria Gorete explica que os alunos pensam em um brinquedo que desejam, buscam o material e confeccionam tudo na unidade de ensino.

“Essa ideia de fazer brinquedos surge para que a comunidade tenha a noção de que nós podemos pensar um ambiente sustentável, a gente pode pensar em maneiras de não gastar muito dinheiro fazendo os próprios brinquedos, para as crianças se divertirem, saírem da tela, do celular, das mídias, e brincarem mesmo, com tempo suficiente para ser divertir e para ter uma vida mais saudável”, afirmou.

Para a aluna Maria Helena, 11, que há dois meses participa do projeto, toda a experiência tem sido única. “Eu acho bem divertido, eu já montei bules, e também ajudei uma amiga a montar um polvo feito com garrafa pet, tudo isso a gente juntou na nossa casa, e a professora também nos motivou muitas vezes”, disse.