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Sem atendimento, Professor Surdo da UEA cobra intérprete para agência da Caixa

“Muita indignação contra o atendimento e desrespeito aos clientes na agência bancária Caixa Econômica em Parintins”, desabafou em sua página no facebook o professor surdo da Universidade do Estado do Amazonas – UEA, Marlon Azevedo, por não ter sido compreendido ao tentar fazer um depósito na agência, por falta de intérprete.

A pesar da surdez, mas com fácil compreensão da fala, o professor que também é presidente da Associação dos Surdos de Parintins (Aspin) relatou que “às 10:30h, fui fazer um depósito em valores no caixa eletrônica, só que todas as caixas estavam com defeitos. Foi necessário eu ir na ‘boca do caixa’ realizar o serviço. Sendo surdo, a agência não dispõe de intérpretes, mas para mim não era necessário a presença de um intérprete para me auxiliar pois conheço os procedimentos tecnológicos para realizar a operação”.

Ele continua: “acontece que para minha surpresa, o painel numérico de atendimento ao caixa especial não estava funcionando e sem nenhum intérprete, porque na verdade a agência nunca contratou. Quem poderia me auxiliar lingisticamente no momento? Então retornei para casa indignado sem ser atendido. Aqui fica minha indignação contra a agência. Parintins precisa urgente de um posto do Procom para fiscalização e para as queixas dos clientes”.

Sem atendimento, Professor Surdo da UEA cobra intérprete para agência da Caixa

Formação de Interpretes

Desde 2006, o professor mestre da UEA, vêm realizando projetos de incentivo a formação de intérpretes de Libras na cidade para facilitar a comunicação entre pessoas com problemas auditivos em lugares públicos, citando: escolas, aeroporto, empresas privadas, bancos, universidades, hotéis e hospitais, até mesmo pelos presidentes dos bumbás para receber os visitantes que tenham esse tipo de deficiência. “Passei por mais esse constrangimento hoje. A sensibilidade, a falta de comunicação, onde muitas vezes servimos até de gozação, são uma das maiores dificuldades que enfrentamos. Pessoas capacitadas têm para nos auxiliar! O que não tem é a responsabilidade de empresas para contratar intérpretes para atender a demanda”, afirma, Marlon Azevedo.

Foto: facebook
Fonte: parintinsemdestaque.com

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