Teste de Integridade do 2º turno no TSE confirma correspondência entre cédulas e votos nas urnas


Auditoria realizada no Tribunal não identificou divergências entre os 389 votos registrados em papel e nas urnas eletrônicas

Fiscalização do Teste de Integridade no TSE.
Leobark Rodrigues/Secom/TSE
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O relógio marcava 17h, pelo horário de Brasília, quando foi encerrada a votação nas duas urnas eletrônicas instaladas no Museu do Voto, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para a realização do Teste de Integridade. A auditoria ocorreu neste domingo (25), em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF).

O Teste de Integridade é uma auditoria pública que verifica se os votos digitados nas urnas eletrônicas correspondem aos registrados previamente em cédulas de papel. As urnas são selecionadas por sorteio e passam por uma simulação das etapas de uma votação oficial, desde a emissão da zerésima, documento que comprova a ausência de votos registrados antes do início da votação, até a impressão do Boletim de Urna (BU).

Ao longo do domingo, foram digitados, nas urnas sorteadas no dia anterior, os votos previamente registrados em cédulas de papel por representantes dos partidos políticos. Após o encerramento da votação e a emissão dos Boletins de Urna, os resultados foram comparados com aqueles registrados em cédulas de papel pelos partidos políticos.

Ao todo, 389 votos foram auditados. Assim como no 1º turno das Eleições 2026, realizado em 4 de outubro, a auditoria terminou sem divergências entre os votos registrados em cédulas de papel e os contabilizados pelas urnas eletrônicas. Na ocasião, dois equipamentos também foram submetidos ao teste na sede do TSE.

“O Teste de Integridade é o coroamento das verificações do processo eleitoral”, explicou Leonardo Hernandez, juiz auxiliar da Presidência do TSE. “Isso é muito importante para validar o sistema”, disse.

Embora o procedimento seja realizado desde 2002, esta foi a primeira eleição na qual o TSE participou da auditoria. A atividade contou com a participação de representantes do Ministério Público Eleitoral (MPE) e de servidores do TRE-DF. “Não houve nenhuma impugnação registrada em ata pelos partidos políticos a respeito da confiabilidade da urna eletrônica”, ressaltou Hernandez.

Fiscalização e transparência

Aberto ao acompanhamento de partidos políticos, instituições e entidades fiscalizadoras, o Teste de Integridade permite verificar publicamente o funcionamento das urnas eletrônicas e a correspondência entre os votos registrados e os resultados apresentados.

A auditoria também foi monitorada por câmeras durante 24 horas, com transmissão ao vivo das imagens pelo canal da Justiça Eleitoral no YouTube.

“Em 30 anos de urna eletrônica, nenhuma fraude foi comprovada”, assegurou Leonardo Hernandez. “As urnas passaram no teste e a democracia mais uma vez foi assegurada”, disse.

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04.10.2026 – Teste de Integridade no TSE confirma correspondência entre cédulas e votos registrados nas urnas

Fonte: TSE