Transporte de cargas: entenda a diferença entre cabotagem e navegação de longo curso


Embora usem os mesmos portos, as duas modalidades cumprem funções diferentes para o desenvolvimento do país

Transporte de cargas: entenda a diferença entre cabotagem e navegação de longo curso
Rafael Medeiros
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Enquanto um navio pode sair de Manaus levando contêineres com eletrodomésticos para o Porto de Santos, outro deixa o mesmo porto carregado de soja com destino à Ásia. Embora usem a mesma infraestrutura portuária, essas duas viagens pertencem a modalidades diferentes da navegação marítima: cabotagem e longo curso.

A navegação de longo curso é voltada principalmente ao comércio exterior. Segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), em 2025 mais de 80% das cargas transportadas nessa modalidade foram destinadas à exportação, enquanto cerca de 20% foram de importações. Nesse mesmo período, esse tipo de navegação movimentou mais de 1 bilhão de toneladas, especialmente granéis sólidos, como minério de ferro, soja, milho e açúcar.

Já na cabotagem, o perfil das cargas é diferente. Como a modalidade atende principalmente ao mercado interno, predominam granéis líquidos e gasosos (75%), como petróleo e gás natural, vindos de plataformas na costa brasileira para refinarias no país, além de produtos em contêineres para abastecer as diferentes regiões, que vão de eletrodomésticos e biocombustíveis a itens de vestuário.

E sua integração com rodovias, ferrovias e hidrovias faz com que as mercadorias circulem entre polos produtores, centros de distribuição e mercados consumidores. Só no ano passado, a cabotagem movimentou cerca de 223 milhões de toneladas, também segundo o Estatístico Aquaviário da Antaq.

Modalidades essenciais para o país

Um mesmo porto pode operar embarcações das duas modalidades que, juntas, são peças essenciais para o desenvolvimento do país.

Enquanto a cabotagem impulsiona a logística doméstica, abastecendo e aproximando diferentes regiões e gerando benefícios práticos e estratégicos, como menor impacto ambiental e menos gastos com manutenção, a navegação de longo curso fortalece a competitividade da economia brasileira no comércio internacional, ampliando o acesso dos produtos nacionais aos mercados externos e garantindo a chegada de mercadorias importadas.

Assessoria Especial de Comunicação Social Ministério de Portos e Aeroportos

Ana Luiza Tavares

Ana Luiza Tavares

Jornalista e integrante da equipe de redação do portal Parintins Notícias.

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