TSE recebe convidados internacionais para acompanhar o 2º turno das eleições


Programação começou neste sábado (24) e vai até a totalização da votação de domingo (25)

Rafael Azevedo apresenta o funcionamento da urna eletrônica a convidados internacionais.
André Santos/Secom/TSE
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Neste sábado (24), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) iniciou, em Brasília, o seminário do Programa de Convidados Internacionais para as Eleições 2026. O encontro reúne representantes de 49 países, entre embaixadores, integrantes de organismos internacionais, membros de Missões de Observação Eleitoral e outras autoridades, que acompanham diferentes etapas do 2º turno das eleições. Palestras e outros eventos encerrarão o seminário somente ao final da totalização dos votos, com a eleição do novo presidente brasileiro.

No primeiro painel da manhã, com o tema “Como funciona uma seção eleitoral”, a assessora-chefe de Gestão Eleitoral do TSE, Sandra Damiani, explicou a organização e o funcionamento das seções eleitorais. A servidora também apresentou como será o acompanhamento realizado pelos convidados internacionais neste domingo (25). Ela destacou o papel da Justiça Eleitoral na padronização dos procedimentos de votação em todo o país, garantindo que cerca de 2 milhões de mesárias e mesários realizarão o trabalho de forma organizada, sempre respeitando a vontade dos eleitores que comparecerão aos locais de votação nas mais diversas regiões do país.

Durante a apresentação, Sandra detalhou o fluxo de votação e os materiais utilizados pelas mesárias e pelos mesários, além dos procedimentos de instalação da urna eletrônica. A assessora explicou as regras para a entrada de eleitores na cabine de votação, com o objetivo de preservar o sigilo e a integridade do voto.

Outros pontos abordados foram os horários de início e encerramento da votação, a emissão da zerésima, documento que comprova que a urna não contém votos antes da abertura da votação, e a geração do Boletim de Urna (BU), que registra os resultados da seção. A acessibilidade da urna eletrônica também foi apresentada aos participantes.

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Sistema eletrônico de votação

Já o coordenador de Tecnologia Eleitoral do TSE, Rafael Azevedo, apresentou aos convidados internacionais o funcionamento da urna eletrônica no painel “Por dentro da urna eletrônica”. Ele falou sobre a transição da votação manual para o sistema eletrônico, que teve início em 1996, depois de uma série de fraudes apontadas no processo eleitoral. Desde que as urnas eletrônicas foram postas em prática, há 30 anos, nenhuma irregularidade foi constatada nas eleições brasileiras.

“A fiscalização não era efetiva. Quando é efetiva, acaba pegando outras fraudes. Eram irregularidades dos mais diversos tipos, como o voto formiguinha, a urna grávida. Havia mais votos do que eleitores aptos numa determinada seção eleitoral”, disse o coordenador de Tecnologia Eleitoral do Tribunal.

O servidor demonstrou os recursos de acessibilidade da urna, como o teclado numérico com inscrição em braile, e apresentou o pen drive enviado para a totalização dos votos. “É um pen drive simples com formato diferenciado. Tudo que sai daqui sai assinado digitalmente, por duas assinaturas digitais diferentes. Isso faz com que essa mídia seja transportada para o ponto de transmissão sem qualquer problema de segurança”, assegurou Rafael Azevedo.

O coordenador de Tecnologia Eleitoral também ressaltou a segurança do equipamento. “O sistema eletrônico como um todo é como se fosse um castelo de cartas. Se você mexer nele, [a urna] vai parar. É simples. A urna não funciona com uma condição alternativa. Ela só funciona para aquilo para que ela foi programada”, explicou.

Em seguida, os convidados assistiram ao painel “Gestão da confiança em contextos de alta polarização”, que tratou de desinformação nas eleições.

Fonte: TSE