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Vereador Beto Farias diz que irá doar seu salário se as sessões não voltarem presencialmente

Ao mesmo tempo que Parintins começa a ver uma flexibilização na retomada dos comércios não essenciais, vereadores são contrários a volta das sessões presenciais. O requerimento n° 100/2020 posto em pauta na sessão remota desta tarde de terça-feira, 30 de junho, de autoria do vereador Pastor Beto Farias (Patriota), foi motivo de grande discussão pelos vereadores contrários à propositura.

“O novo vírus vai ficar e teremos que tomar medidas e regras das autoridades de saúde, como o uso de máscaras. A importância de termos sessões presenciais para tomarmos decisões mais rápidas que, muitas vezes, por conta da nossa realidade de internet, nos impede que façamos um trabalho mais ágil. O Poder Legislativo com as sessões presenciais dá uma resposta a população de que sim, temos que estar na linha de frente, atuando e buscando soluções para a melhoria da qualidade de vida da nossa população”, argumenta a justificativa do documento.

A propositura teve o apoio do líder do governo Cabo Linhares (PP), que justificou a importância da retomada das sessões presenciais. “Sou a favor do requerimento pois temos que ter muito mais tempo para trabalhar em prol ao povo e a internet não está ajudando. Há reuniões que tem muito mais aglomeração que onze vereadores”, disse o líder do Executivo na Casa.

Beto ainda salientou a volta das sessões não será feita de qualquer maneira. “Iremos tomar todas as medidas de segurança, temos que ser exemplo em relação as prevenções contra o coronavírus”, disse o parlamentar.

Após uma longa discussão, o requerimento foi retirado de pauta, por não ter entrado em consenso sobre a volta das sessões presenciais da Casa Legislativa. Votaram contra os vereadores Maildson Fonseca (PSDB) e vereador Mateus Assayag (PL).

O vereador Pastor Beto disse que se as sessões presenciais não voltarem até o mês de julho irá destinar todo seu salário. “Se as sessões não voltarem até o fim do mês que vem irei doar todo o meu salário, por não aceitar ganhar bem e ficar praticamente em casa, sabendo que a instituição Câmara é um trabalho essencial para o desenvolvimento do município. Irei doar meu salário caso as sessões não voltem e digo que os nobres colegas façam o mesmo. Fui eleito para atuar em prol à população e, ao longo desses três anos e meio, nunca abandonei o cargo para que fui eleito, ao contrário de vereador que só voltou por manobra para participar novamente das eleições”, finalizou o vereador.

Da assessoria

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