Wilson Lima critica cargos que já ocupou na Prefeitura

O candidato ao governo do Amazonas, Wilson Lima (PSC), criticou, durante o debate da TV Bandeirantes, na quarta-feira, o número de funcionários comissionados da Casa Civil do Governo do Estado. Ele “esqueceu” que ocupou, em 2009, dois cargos comissionados na Prefeitura de Manaus. Em ambos os cargos, se exigia dedicação em tempo integral, mas Lima só comparecia ao trabalho quando era chamado. Durante oito meses no cargo recebeu mais de R$ 24 mil.

Segundo o site Amazonas 1 (matéria publicada no dia 04/09) a contradição de Lima está no fato de que, no mesmo período do contrato de trabalho com a Prefeitura de Manaus, ele trabalhava como repórter em uma TV local, durante o dia e, à noite, cursava faculdade de Jornalismo. Ou seja, não sobrava tempo para ir ao trabalho da Prefeitura.

Conforme a matéria do Amazonas1, o jornalista tinha cargo de assessor I, CAD 3, no Gabinete Civil, cargo considerado de confiança na estrutura do Executivo Municipal, e cuja remuneração mensal era de R$ 2.682, mais R$ 242 de Auxílio Alimentação e R$ 167 de Auxilio Transporte. O Decreto numero 203, de 7 de julho de 2009, determina, em seu artigo 1, inciso II, que cargo em comissão ou funções de confiança, como era o caso de Wilson Lima, devem cumprir oito horas de trabalho diário, somando 40 horas semanais.

A carga horária de um repórter demanda saídas diárias para a apuração de denúncias e produção de reportagens, exigindo tempo e dedicação. A Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) prevê, no seu artigo 303, que a jornada de jornalistas profissionais pode ser de cinco a sete horas – neste último caso, mediante acordo escrito. Mesmo com parte do tempo preenchida pelo trabalho em TV, Lima aceitou ser nomeado na estrutura do Gabinete Civil, recebendo remuneração integral.

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