Forças Armadas e sociedade civil treinam defesa do espaço cibernético nacional


Desta segunda até quinta (25), sob coordenação do Ministério da Defesa, Exército, Marinha e Força Aérea, com participação de civis, realizam a 8ª edição do Exercício Guardião Cibernético, em Brasília

Além dos treinamentos técnicos e das simulações, a programação inclui palestras e ações educativas abertas ao público
Hissac Gomes/MD
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Começou nesta segunda-feira (21), na Escola Superior de Defesa (ESD), em Brasília (DF), a 8ª edição do Exercício Guardião Cibernético. Coordenado pelo Exército Brasileiro, por meio do Comando de Defesa Cibernética (ComDCiber), e sob responsabilidade do Ministério da Defesa (MD), o exercício conta com integrantes da Marinha do Brasil e da Força Aérea Brasileira. As atividades seguem até quinta-feira (25).

Nesta edição, o Guardião Cibernético 8.0 reúne cerca de 1.300 participantes, 300 organizações e representantes de 14 países. O treinamento envolve setores estratégicos, como energia, transporte, recursos hídricos, comunicações, biossegurança e economia, com o objetivo de ampliar a integração entre governo, iniciativa privada e meio acadêmico na proteção do espaço cibernético nacional e de infraestruturas críticas do Estado.

Por meio de simulações construtivas e virtuais, o treinamento reproduz situações de ameaças digitais capazes de comprometer serviços essenciais à sociedade. O exercício inclui a aplicação de planos de contingência e procedimentos voltados ao enfrentamento de incidentes cibernéticos complexos e coordenados.

O Comandante de Defesa Cibernética, General de Divisão Jacy Barbosa Júnior, destacou a importância da tecnologia para o desenvolvimento da sociedade e ressaltou o aumento do número de participantes durante os últimos anos. “O exercício cibernético começou pequeno. Ao longo do tempo, fomos percebendo como esse assunto é relevante e impactante, e ele foi crescendo a cada ano. Observamos que, a partir de 2022, tivemos que abrir um HUB [ponto estratégico] em São Paulo, que nos acompanha desde então, e, no ano passado, em função da COP 30, foi aberto um HUB em Belém”, disse, referindo-se aos centros de coordenação criados para apoiar a condução do exercício.

Ele também explicou que a iniciativa envolve diferentes instituições e representa um esforço conjunto na defesa do país. “Enxergamos como uma contribuição das Forças Armadas, ou muito mais que isso, uma parceria entre todas as instituições para que tenhamos efetivamente um ambiente seguro e estável para a nossa região”.

Mesmo que a sede principal seja em Brasília, o Guardião Cibernético deste ano terá uma estrutura descentralizada, com atividades simultâneas em São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR), Recife (PE), Manaus (AM) e Belém (PA).

Além dos treinamentos técnicos e das simulações, a programação inclui palestras e ações educativas abertas ao público sobre segurança cibernética e proteção do ambiente digital.

O analista de crimes cibernéticos do Ministério da Justiça, Cleberson Vieira, que já participou de outras edições do Guardião Cibernético, destacou a importância de ampliar a preparação diante dos avanços tecnológicos e dos desafios relacionados à segurança cibernética. “Este ano estou esperando desafios, situações em que possamos sair da zona de conforto. Gosto de dizer ‘sair da ilha para ver a ilha’, para ver como está o contexto nacional macro”, afirmou.

O evento contou também com a presença do Diretor-geral do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), Richard Fernandes Nunes; do Comandante da ESD, Major-Brigadeiro Médico Laerte Lobato de Moraes; do Vice-Chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército Brasileiro, General de Divisão Ivan de Sousa Corrêa Filho, além de outras autoridades civis e militares.

Por Cintia Lima, do Ministério da Defesa Fotos:

Assessoria Especial de Comunicação Social (Ascom) Ministério da Defesa (61) 2023-5650

Fonte: Agência Gov