Ufam e órgãos federais articulam apoio e ações integradas de combate aos incêndios no Amazonas


Reunião realizada na Suframa alinhou atuação da universidade com Ibama, da Defesa Civil e de ministérios para reforçar a resposta aos impactos…

Ufam e órgãos federais articulam apoio e ações integradas de combate aos incêndios no Amazonas
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Reunião realizada na Suframa alinhou atuação da universidade com Ibama, da Defesa Civil e de ministérios para reforçar a resposta aos impactos ambientais e à saúde no estado.

A Universidade Federal do Amazonas (Ufam), representada pela reitora Tanara Lauschner e pelo diretor do Centro de Ciências do Ambiente (CCA), André Mendonça, participou nesta segunda-feira, dia 19 de outubro, de uma reunião de alinhamento com representantes de diversos órgãos federais. O encontro, realizado na sede da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), em Manaus, teve como objetivo fortalecer a força-tarefa do Governo Federal no combate aos incêndios florestais e à mitigação dos impactos da fumaça na região.

A iniciativa reuniu instituições como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Força Nacional do SUS, a Defesa Civil Nacional, além de representantes de ministérios como o do Trabalho e das Mulheres. A reunião buscou consolidar e definir frentes de apoio técnico, científico e operacional entre as entidades locais e federais.

Durante a apresentação do panorama das operações, o superintendente do Ibama no Amazonas, Joel Araújo, destacou que as ações do Governo Federal seguem de forma intensiva. O órgão estruturou seu próprio Centro de Comando e Monitoramento para organizar as frentes de trabalho. Atualmente, a operação conta com 425 profissionais mobilizados — incluindo cerca de 350 brigadistas, além de equipes de fiscalização, suporte administrativo e pilotos —, apoiados por uma frota de aeronaves para combate direto ao fogo, transporte de equipes e resgate de fauna silvestre.

Apesar de haver uma tendência geral de redução nos focos de calor no Amazonas, Araújo esclareceu que a qualidade do ar em Manaus ainda é impactada por fatores climáticos e pela dinâmica dos ventos regionais, que transportam massas de fumaça vindas de grandes queimadas no oeste do Pará em direção à capital amazonense.

O alinhamento reforçou ainda os novos aportes anunciados pela comitiva de ministérios do Governo Federal, que incluem a ampliação do uso de aeronaves especializadas e o reforço de insumos operacionais e de saúde, além de investimentos de mais de R$ 14 milhões para o combate às queimadas.

Para a reitora da Ufam, Tanara Lauschner, a presença da universidade representa a busca por soluções conjuntas para os problemas socioambientais do Amazonas. “Muito bom estar aqui com todos os colegas. A Ufam está plenamente à disposição para colaborar com a força-tarefa, unindo a produção de conhecimento científico e o suporte técnico necessários para enfrentar este momento crítico e apoiar as ações integradas do Governo Federal no estado”, destacou a reitora.

Durante a reunião, a professora Tanara explicou para os participantes que as decisões a respeito da suspensão ou manutenção das atividades acadêmicas e administrativas da Ufam estão sendo tomadas a partir das análises realizadas pelo Comitê de Qualidade do Ar da instituição, que monitora constantemente os índices de poluição atmosférica a partir de indicadores como partículas presentes na atmosfera, umidade, precipitação e direção do vento.ufam e orgaos federais articulam apoio e acoes integradas de combate aos incendi 1

Sobre a Comissão de Qualidade do Ar

A Comissão tem a finalidade de discutir medidas para ampliar a capacidade de resposta da Ufam diante de novos episódios de deterioração da qualidade do ar no Amazonas. A iniciativa busca fortalecer as ações institucionais de proteção à comunidade universitária frente às condições climáticas.

O grupo é presidido pelo diretor do CCA/Ufam, professor André Luiz Alencar de Mendonça, e conta com 18 membros, de diferentes campi da Ufam, representantes da área da saúde, monitoramento ambiental, meteorologia, ciências ambientais, proteção florestal e comunicação institucional.

Fonte: UFAM