Justiça vai leiloar galpão do Caprichoso por dívida dia 12 de junho
Foto: Marcondes Maciel

O juiz de direito substituto da 3ª Vara Civel da Comarca de Parintins, Samuel Pereira Porfírio, autorizou a realização de leilão do galpão de madeira que serve para a confecção de alegorias do bumbá, localizado na esquina das ruas Fausto Bulcão e Barreirinha pode ser leiloado a qualquer momento por determinação judicial para pagamento de uma dívida de mais de R$ 437.005,00.

O leilão está marcado para o dia 12 de junho de 2018, às 10h. Caso não haja licitante no primeiro pregão fica para o dia 26 de junho e será realizado por meio eletrônico (www.amazonasleiloes.com.br). O despacho do juiz Samuel Pereira Porfírio foi assinado no dia 25 de abril de 2018.

Dos fatos

No mês passado a empresa Rio Copacabana Comércio de Fogos de Artifícios Ltda ingressou com mais uma ação judicial no fórum de Justiça de Parintins, na 3ª Vara Civel, contra a Associação Folclórica Boi-Bumbá Caprichoso.

Na ação a empresa de propriedade do empresário André Luiz Lanza Lopes, apresenta novas planilhas de atualização do débito e pede, com base no artigo 881 do Código de Processo Civil/2015, a alienação em leilão judicial do galpão de madeira do Caprichoso. O documento é assinado pelos advogados Fabiano Martins e Rodrigo César das Silva e Silva.

Ação

Na ação inicial movido pela empresa Rio Copacabana Comércio de Fogos de Artifícios contra o Caprichoso em 2013 consta que em 17 de maio de 2010 a diretoria do boi Capricho, tendo como presidente Carmona Gonçalves de Oliveira Filho, assinou contrato de prestação de serviço para show pirotécnico nos dias 25, 26 e 27 de junho de no XLV Festival Folclórico de Parintins.

No referido contrato ficou definido que o boi caprichoso pagaria a Copacabana Fogos R$ 150 mil, sendo que a primeira metade do valor seria paga eté o dia 31 de maio de 2010 e a segunda metade até o dia 21 de junho de 2010.

Porém, a empresa de fogos prestou o serviço de acordo com o contra todiretoria do Caprichoso, entretanto não cumpriu com o pagamento, ficando a empresa no prejuízo e sem receber nenhuma importância.

“A exequente (Copacabana fogos) tentou por inúmeras vezes uma composição amigável, mas, infelizmente, todas restaram infrutíferas, antes a postura irredutível da devedora”, diz um trecho da ação.

O valor da dívida que era de R$ 150 mil foi elevada para mais de R$ 500 mil, com correção monetária, valor corrigido, juros de mora.

De acordo com o presidente do Caprichoso, Babá Tupinambá, a entidade ainda não foi notificada e assim que receber a oficialização do leilão pela Justiça vai tomar as medidas necessárias para entrar com um novo embargo.

Fonte: Repórter Parintins

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