Padeam é prorrogado até 2020, com aplicação de recursos para melhoria da qualidade da educação nas escolas da rede pública estadual
Foto: Bruno Zanardo / Secom

Recursos do Programa de Aceleração do Desenvolvimento Educacional do Amazonas são investidos em estrutura, ações pedagógicas e tecnologia.

O Programa de Aceleração do Desenvolvimento Educacional do Amazonas (Padeam) – criado pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc), e executado com recursos financeiros do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) – foi prorrogado até o ano de 2020. O anúncio foi feito na manhã desta quinta-feira (22/11), durante audioconferência entre representantes do BID e da Seduc.

Por meio do programa, firmado em 2014, o Governo do Estado, via Seduc, captou recursos internacionais para a ampliação e melhoria do sistema público de educação do Amazonas. Os processos celebrados somente em 2018 são da ordem de mais de R$ 56 milhões, além das licitações que ainda estão previstas para este ano, as quais correspondem a mais de US$ 67 milhões. Até 2020, o investimento total planejado é de mais de US$ 76 milhões.

De acordo com a titular da Secretaria de Estado de Relações Institucionais (Serins) e coordenadora do Padeam, Nafice Bacry Valoz, a prorrogação no prazo de execução do programa trará reflexos na próxima gestão do governo.

“Conseguimos, finalmente, uma concordância do banco para a prorrogação do prazo de execução do Padeam. O programa estava previsto de encerrar agora em 2019. Apesar do grande esforço que o Governo do Amazonas fez para avançar no programa desde setembro do ano passado, nós só conseguimos recuperar, na verdade, dois dos três anos que foram perdidos anteriormente e, com isso, havia a necessidade dessa prorrogação para que não houvesse comprometimento do programa para a próxima gestão. Nós pactuamos com o banco, além do prazo de execução, alterações nas construções dos Centros de Educação de Tempo Integral”, afirmou.

Investimentos – Com a prorrogação do programa, investimentos em estrutura física, ações pedagógicas e tecnológicas devem ser intensificados.

“Vamos deixar já prontos, licitados e contratados mais quatro Centros de Educação de Tempo Integral. A obra leva, em média, um ano para ser concluída, então dá para concluir com essa prorrogação de prazo. Estamos deixando concluída também já toda a licitação da área pedagógica, que envolve processos de correção de fluxo, coaching, todo um investimento na área pedagógica no sistema de educação do Estado do Amazonas para ser dado início a partir de janeiro do próximo ano”, explicou Nafice Valoz, ressaltando que também está prevista a elaboração de um projeto para a construção de um novo Centro de Mídias de Educação.

A titular da Serins e coordenadora do Padeam esclareceu ainda que, com a prorrogação, não houve redução das metas previstas pelo programa.

“O que houve foi uma readequação em função da variação cambial. O programa estava com recurso excedente. O programa foi contratado em 2014, com o dólar 2.10 e hoje nós fechamos esse novo pacto considerando o dólar 3.7. Significa dizer que havia uma gordura muito grande e isso estava preocupando bastante o Governo Federal e o banco e nós concordamos com uma redução na parte de variação cambial. No que se relacionou a metas do programa, não houve diminuição nenhuma. As metas estão todas mantidas”, disse.

Obras – A subcoordenadora de Engenharia do Padeam, Reny Porto, explicou que há previsão de entrega de algumas obras ainda neste ano.

“No programa, nós temos 12 Cetis, no total, em construção. Nós temos um Ceti concluído em 2018, agora entregue em junho, e, até o final de dezembro de 2018, vamos ter três Cetis entregues: um no município de Lábrea, um no município de Nova Olinda e outro no município de Benjamin Constant. Dos doze, os demais continuam em execução, com previsão de entrega até fevereiro de 2019”, explicou.

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