Joanderson Farias Miranda, vulgo Juca
Joanderson Farias Miranda, vulgo Juca/ Fotos: Divulgação/PC de Parintins

Sob a justificativa de ser ameaçado de morte, Joanderson Farias Miranda, 22 anos, o Juca, assumiu ter atirado com arma caseira, calibre 36, no comerciante Mayron de Almeida Silva, 30 anos, na comunidade Boa Esperança, Zé Açú, por volta das 20h, de sexta-feira, 30 de novembro. A confissão do assassinato foi dada aos investigadores da Polícia Civil de Parintins, neste domingo, 02 de dezembro.

O delegado de Polícia Civil de Parintins, Adilson Cunha, enviou uma equipe à comunidade Boa Esperança, formada pelos investigadores José Maria Castro, Eraldo Dantas, Humberto Cavalcante e escrivão Juliandrey Piedade, para apurar o crime. Os levantamentos de informações apontaram a autoria do crime para Joanderson Miranda, preso logo ao acordar na residência da família, sem manifestar reação.

Equipe da Polícia Civil fez investigações e chegou a autor de assassinato na comunidade Boa Esperança do Zé Açú
Equipe da Polícia Civil fez investigações e chegou a autor de assassinato na comunidade Boa Esperança do Zé Açú

Com a detenção e confissão do crime, os investigadores da Polícia Civil descartaram qualquer possibilidade de participação de um indivíduo conhecido como Cheiro, indicado por ter tido uma desavença antiga com a vítima do tiro. Testemunhas apresentaram provas de que no dia e horário do crime, Cheiro estava em outra comunidade, acompanhado por familiares. As investigações concluíram que Joanderson agiu sozinho.

De acordo com o investigador José Maria Castro, várias informações levantadas na comunidade indicavam Joanderson Miranda como o autor do disparo que atingiu o pulmão e o coração do comerciante. “Diante dos fatos, Juca não teve como negar a autoria, confessou que era ameaçado e a vítima já teria tentado contra a sua vida, com três disparos. Segundo o Juca, há testemunhas que comprovam esses disparos”, explica o investigador.

Investigadores estiveram no cenário do crime com o autor do disparo de arma de fogo caseira que matou comerciante
Investigadores estiveram no cenário do crime com o autor do disparo de arma de fogo caseira que matou comerciante

O acusado prestou depoimento ainda neste domingo na Delegacia de Polícia Civil e, apesar de não ter sido mais preso em flagrante, Joanderson Miranda terá o pedido de prisão preventiva encaminhado ao Fórum de Justiça da Comarca de Parintins pelo delegado Adilson Cunha. “O delegado tem 30 dias para concluir esse inquérito. Outras testemunhas serão convocadas a prestar esclarecimentos para que não haja nenhuma dúvida da autoria desse delito”, informou o investigador José Maria.

‘Cheiro descartado’

José Maria declarou que, quando, a equipe de investigação chegou na comunidade Bom Socorro do Zé Açu, de imediato, a esposa do indivíduo conhecido como Cheiro entrou em contato. Os policiais civis conversaram com Cheiro, que já estava de viagem marcada a Parintins para prestar esclarecimentos na delegacia, depois de tomar conhecimento sobre o nome citado como alvo de investigação como suspeito do crime.

Investigadores conduziram autor do crime do Zé Açú para a Delegacia de Polícia Civil
Investigadores conduziram autor do crime do Zé Açú para a Delegacia de Polícia Civil

O investigador da Polícia Civil descartou a participação de Cheiro no homicídio, de acordo com relatos e provas de que Cheiro não estava na comunidade, onde houve o disparo. No entanto, José Maria obteve a informação de que há dois anos Cheiro teve um desentendimento com a vítima, qual teria desferido um corte com terçado no braço direito de Mayron Silva, que resultou em amputação do membro.

Extraído do Portal Parintins 24 Horas

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