Setembro Amarelo: Defensoria do Amazonas debate saúde mental de crianças e adolescentes


Programação foi direcionada ao público interno e integra campanha institucional de prevenção ao suicídio Acompanhar e cuidar da saúde mental de crianças e…

Setembro Amarelo: Defensoria do Amazonas debate saúde mental de crianças e adolescentes
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Programação foi direcionada ao público interno e integra campanha institucional de prevenção ao suicídio

Acompanhar e cuidar da saúde mental de crianças e adolescentes também faz parte da garantia de direitos. Com esse propósito, a Defensoria Pública do Amazonas (DPAM) realizou uma palestra sobre prevenção e cuidados com a saúde mental infantojuvenil e de seus responsáveis, nesta quinta-feira (10), data que simboliza o Dia Mundial da Prevenção ao Suicídio.

A palestra ‘Saúde Mental de Crianças e Adolescentes – Setembro Amarelo: prevenção, cuidado e tratamento’, conduzida pelas psicólogas Roberta de Lima, da Diretoria de Gestão de Pessoas, e Larissa Lins, do Núcleo de Defesa da Saúde (Nudesa), marcou o início da campanha institucional de conscientização e prevenção.

A segunda subdefensora geral, Sarah Lobo, destacou que a campanha foi pensada para membros, servidores, residentes e estagiários, com o objetivo de ampliar o debate sobre prevenção ao suicídio e a valorização da vida.

“Iniciamos hoje a campanha do Setembro Amarelo, pensada com muita responsabilidade e com um olhar especial para a infância e a juventude. Temos uma atuação robusta nessa área e sabemos da importância de ampliar o debate sobre saúde mental”, declarou.

Para o defensor público geral, Rafael Barbosa, o cuidado com quem faz a Defensoria acontecer também contribui para fortalecer a instituição e, consequentemente, o atendimento oferecido à população.

“Cuidar da gente é muito importante para que possamos cuidar do assistido. Para que continuemos fazer o que mais sabemos, que é atender bem, precisamos ter o cuidado com a nossa saúde mental”, afirmou.

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Um olhar para a juventude

O crescimento e o desenvolvimento de crianças e adolescentes são acompanhados por transformações emocionais, sociais, físicas e cognitivas, que também são influenciadas pelas relações familiares e pelo contexto social em que estão inseridos.

A psicóloga Larissa Lins explicou que a saúde mental é resultado de diferentes fatores e, por isso, é importante estar atento a sinais de alerta e comportamentos que possam indicar situações de sofrimento psíquico.

“Quando proporcionamos o diálogo e estamos próximos, podemos ser a proteção para essa criança ou adolescente. É necessário entender que a prevenção começa antes de uma situação de crise, por isso a importância de oferecer um espaço de segurança para eles possam desabafar e também observar os sinais que podem indicar que eles precisam de ajuda”, afirmou Larissa.

O cuidado envolve uma rede de atenção que reúne família, escola e instituições públicas, entre elas, a Defensoria. Nesse processo, a escuta, o acolhimento e o acompanhamento são fundamentais.

Durante a programação, também foram abordadas estratégias de cuidado antes que situações de sofrimento se agravem, como a importância da construção do diálogo dentro de casa e da atenção ao contato de crianças e adolescentes com a internet.

A psicóloga Roberta de Lima destacou que o crescimento do uso de celulares e das redes sociais também amplia a exposição da juventude a diferentes formas de violência, como o cyberbullying.

“Temos a ideia que os jovens estão mais seguros porque estão dentro de casa. Mas, quando damos liberdade e acesso à internet e à rede social para os jovens que não possuem amadurecimento cerebral ainda, deixamos a porta aberta para todo o tipo de pessoa e conteúdo. É preciso ter orientação e supervisão diante disso”, afirmou Roberta.

O debate sobre saúde mental também contemplou pais, responsáveis e cuidadores, que lidam diariamente com demandas relacionadas ao trabalho, à parentalidade e às responsabilidades familiares e individuais.

A servidora Nairiane Oliveira, que acompanhou a palestra, destacou a importância de ampliar o acesso à informação e desmistificar questões relacionadas à saúde mental.

“É um tema muito importante, tanto para conscientização quanto para prevenção. Ter acesso a essas informações pode fazer diferença nos nossos ambientes de trabalho e também dentro da nossa família. Saber como prevenir, como pedir ajuda e como contribuir para quem está ao nosso redor é algo que agrega em todos os sentidos”, afirmou.

Texto: Isabella Lima

Foto: Luis Felipe/DPAM

Fonte: DefAM