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Márcia Baranda defende em indicação políticas públicas e Serviço de Acolhimento para LGBTQIA+ em Parintins

Texto: Assessoria Parlamentar / Foto: Simone Brandão

A criação de políticas públicas para os LGBTQIA+ foi tema da vereadora Márcia Baranda (MDB), na sessão da Câmara Municipal desta terça (16/08), solicitando que a Prefeitura Municipal de Parintins, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Trabalho, viabilize o Serviço de Acolhimento para LGBTQIA + no município.

A parlamentar iniciou sua fala dizendo que “a vida de uma pessoa LGBTQIA+ no Brasil é frequentemente marcada por humilhação, exclusão social, violência e negação de direitos, especialmente os direitos fundamentais como a própria vida, tudo isso pelo preconceito enraizado em nossa sociedade”.

Chamou de preconceito a LGBTfobia que impõe socialmente opiniões sobre quem devemos ser e quem devemos amar, pelo simples fato dessas pessoas não se enquadrarem em certos padrões impostos pela sociedade as mesmas tem seus direitos violados das mais diversas formas.

A parlamentar informou que entre os anos de 2000 e 2021, 5.362 (cinco mil e trezentas e sessenta e duas) pessoas morreram em função do preconceito e da intolerância de parte da população e devido à falta de políticas públicas capazes de conter os casos de violência.

“Graças à articulação e à atenção que o movimento LGB tem dado a essa demanda, houve conhecimento desses aumentos dos números de mortes, pois a violência sempre ocorreu, mas não se tinha um esforço em mensurá-la e combatê-la”, ressaltou.

Ainda assim, infelizmente é provável que ocorra uma significativa subnotificação do número de mortes violentas de LGBTQIA+ no Brasil.

Márcia acrescentou que além de todo sofrimento imposto pela sociedade, existe um outro problema, que é a auto aceitação, a negação e o afastamento do convívio familiar, que leva muitos LGBTs a terem problemas de saúde mental, causando depressão, ansiedade e outros transtornos.

“Precisamos que ofertem serviços de acolhimento, de apoio, de moradia justa, onde eles possam resgatar sua dignidade, reconstruir sua autonomia, seus laços afetivos com a família e com a sociedade, além de sua qualificação para o mercado de trabalho”, finalizou a vereadora.

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